segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dor na Perna do Corredor: canelite


Dor na Perna do Corredor: canelite

Uma das queixas mais comuns nos atletas recreativos e profissionais que praticam esporte de corrida é a dor na perna. O diagnóstico adequado e um plano de tratamento oportuno ajudam a assegurar um retorno mais rápido e sem complicações as atividades esportivas.

É preciso atenção quando o atleta apresenta uma queixa geral de dor na perna porque os achados no exame físico, resultados de testes diagnósticos e a forma adequada de tratamento são variáveis, pois tudo depende da etiologia específica da dor. As causas são diversas podendo variar desde condições comuns e de fácil administração, até as de difícil diagnóstico que requerem intervenção cirúrgica.
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Por isso algumas perguntas essenciais devem ser respondidas de início antes de identificar a causa da dor na perna:


  • Houve alguma mudança no treinamento como: nível, intensidade, duração, superfície ou calçado?

  • Esses fatores interferem no mecanismo de corrida, distribuição de carga e força muscular?

  • Existe alguma perda de sensibilidade, fraqueza e irradiação da dor?

  • Sintomas sugerem causa de origem neurológica?

  • Ocorre dor noturna, presença de massa, mal estar ou febre, presença de vermelhidão e calor?

  • Sintomas de provável origem patológica ou infecciosa?

    Diagnóstico - Depois de respondida essas perguntas é importante complementar o diagnóstico por imagem como:


  • Radiografias (em geral, se a dor estiver presente por menos duas semanas e não for intensa, provavelmente o resultado deste exame será negativo, assim como dores localizadas nas partes moles, como músculos e tendões). A indicação deste exame está nas dores articulares e ósseas agudas de alta intensidade ou de longa duração;

  • Ressonância magnética;

  • Cintilografia óssea;
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    Só assim o corredor saberá qual tipo de lesão o acometeu. Como são muitos os tipos de lesão, esse mês falaremos sobre: a Síndrome da Tensão Tibial Medial, mais conhecida como "Canelite".
  • Oque é?
    A canelite é uma inflamação do principal osso da canela, a tíbia, ou dos tendões e músculos da tíbia, podendo mesmo tornar-se em fractura de stress. É uma lesão comum em atletas que praticam futebol, ténis, ciclismo, corrida e ginástica olímpica.

    Alguns fatores que podem desencadear esta lesão:


    - Pronação dos pés
    - Prática de desportos em terreno muito rígido
    - Uso de calçado inadequado
    - Fatores genéticos


    Prevenção



    • Dê preferência a calçado de corrida flexíveis na parte frontal.

    • Troque as sapatilhas sempre que as mesmas atinjam os 480 a 640 km.

    • Use uma calcanheira para reduzir o choque, assim como suporte para arco do pé ou palmilha de amortecimento, se necessário.

    • Não aumento seu volume de treino drasticamente ou faça treino de velocidade prematuramente.

    • Corra uma menor quilometragem e faça-o sobre superfícies mais macias.

    • Inclua corrida em piscina ou outra atividade física complementar.

    O cimento é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A relva é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia.



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    Faça alongamentos antes e depois da corrida. Cometeu um erro no treino e doí-lhe a canela? Coloque gelo, tome anti-inflamatórios (se necessário), sempre com acompanhamento médico, e não cometa o mesmo erro novamente!


    Sente dor na canela sempre que faz séries em terreno rígido, faça-o sobre terra batida, grama, areia, no tapete do ginásio ou faça corrida na piscina.
    Faça a quantidade apropriada de treino de velocidade e corra num ritmo adequado. Gradualmente aumente os treinos de velocidade para até 10% do volume semanal numa sessão, e não corra mais rápido do que o seu ritmo numa corrida de 5 km até que seja capaz de realizar os 10% sem dores agudas.


    Não se esqueça de fazer a volta à calma.
    Provavelmente a parte do treino mais esquecida.
    Correr por mais 3 ou 5 km pode ser desagradável depois de fazer 20 repetições de 400 metros no ritmo de corrida de 5 km.
    A corrida leve introduz sangue com os seus nutrientes e acelera a extracção dos produtos do desgaste da corrida rápida.
    Adicione 400 metros de caminhada no final, pois com isso estará a contribuir para desinflamação nos músculos.
    Molhe as pernas com água gelada, coloque os pés ao alto por 20 minutos enquanto se re-hidrata e desaquece.
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    A musculatura da tíbia trabalha de encontro aos grandes músculos da panturrilha, e é a última musculatura a aquecer e a primeira a desaquecer. Com isso em mente, faça exercício para fortalecê-la. Sentado numa cadeira, desenhe círculos largos com o seu dedão do pé, e depois desenhe o alfabeto. Depois de algumas semanas, adicione o exercício pote de tinta: sentado numa mesa, pendure um peso no dedão do pé e levante-o flexionando o tornozelo numa sessão de 12 repetições. Ou então enganche um cinto elástico, ou item similar, ao redor do dedão do pé e empurre-o contra ele 10 vezes e depois o puxe-o em sua direcção 10 vezes. Reduza a sua quilometragem para se livrar da inflamação na região da tíbia. Já que os músculos da região da tíbia são os últimos a aquecer, calçar meias de cano longo pode ajudar no aquecimento.


    Dor na parte exterior da tíbia? Caminhe apontando os pés para dentro durante um minuto por dia. Dor na parte interior? Caminhe com os pés apontados para fora por um minuto. Aumente gradualmente os exercícios descritos acima até atingir 5 minutos. Então, caminhe sobre seus dedos e sobre o calcanhar com os pés apontando para dentro e para fora.


    Tratamento


    Use gelo e anti-inflamatórios não esteróides no começo da inflamação. Então trabalhe a flexibilidade: alongue antes e depois do exercício. Deite-se de costas com um pé no ar. Coloque uma toalha à volta da sola do seu pé, e puxe com a sua mão esquerda para trazer os dedos do pé para baixo e para a esquerda, o que irá alongar os músculos à direita.


    Massageie cuidadosamente o músculo respeitando sua tolerância à dor podendo utilizar um anti-inflamatório tópico nessa massagem. Use gelo alternando com calor úmido então submeta a musculatura à amplitude total de movimento.


    O uso de Palmilha ortopédica pode auxiliar o tratamento.

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