quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Exercícios físicos e imunidade




O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos.
Essa capacidade é denominada imunidade (GUYTON, 1998).

Dessa forma, o sistema imunológico tem como objetivo reconhecer os organismos invasores, impedir sua disseminação e finalmente eliminá-los do corpo (PARHAM, 2001).

Um número crescente de médicos e outros especialistas em saúde estão encorajando adultos mais velhos a caminharem, andarem de bicicleta, nadarem ou praticar qualquer outra forma de atividade física como defesa contra as conseqüências de um estilo de vida sedentário potencialmente prejudiciais à saúde.

"O exercício é visto com uma panacéia para adultos mais velhos," Segundo Jeffrey Woods, professor da University of Illinois em Urbana-Champaign, que observou que os programas de exercícios são recomendados rotineiramente para pessoas com vários problemas de saúde - de diabetes a doença cardíaca.

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Os especialistas em saúde geralmente reconhecem que essa população se beneficia com os exercícios físicos.

Exercício físico e respostas imunológicas

Segundo Leandro et al (2002), o exercício físico pode proporcionar diferentes respostas no sistema imunológico. O exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta do sistema imunológico, enquanto o exercício com alta intensidade praticado sob condições estressantes provoca um estado transitório de imunossupressão (COSTA ROSA & VAISBERG, 2002).

Mackinnon (1992) apud Sharkey (1998) relata que os treinamentos moderados trás respostas imunológicas saudáveis.
Além disso, Hockenbury e Hockenbury (2003) afirmam que o exercício físico de baixa intensidade ajuda a diminuir a ação estressante após o exercício, dessa forma não sobrecarrega o sistema imunológico do organismo humano.
Sendo assim, Barra Filho et al (2002) afirmam que é importante a necessidade do controle das variáveis do treinamento desportivo para evitar o estresse excessivo.

Kapasi et al (2003) buscaram verificar possíveis alterações do sistema imunológico em indivíduos idosos, sendo inserido um programa de treinamento resistido, associado ao treinamento aeróbio.

O programa foi realizado com a freqüência de cinco dias por semana, ao longo de oito meses, não sendo observada após trinta e oito e duas semanas de intervenção, alguma alteração significativa, no sentido positivo ou negativo dos parâmetros imunes avaliados. Importante ser frisado não ter havido alterações na incidência de infecções do grupo treinado, quando comparado ao grupo controle.


Sharkey (1998) relata que o sistema imunológico é consistido de linfócitos, células T, células eliminadoras naturais, anticorpos, imunoglobulinas e outros.
De acordo com este autor, o sistema serve para proteger o corpo de ataques externos, contudo, quando exposto à estresse prolongado, o sistema tende a falhar, permitindo a proliferação de microorganismos invasores.

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O supertreinamento pode acarretar um enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando as possibilidades de infecção do organismo , afirmam que quando as cargas de treinamento são elevadas, pode ocorrer uma diminuição da função global do sistema imunológico.

A intensidade, duração, freqüência excessiva de treinamento pode proporcionar um mau funcionamento do sistema imunológico, devido à sobrecarga imposta ao organismo, que pode ocasionar fadiga .
Portanto, o supertreinamento prolongado provoca alterações que se manifestam como redução crônica do desempenho, acompanhada de um ou mais sintomas físicos, como elevação da freqüência cardíaca de repouso, perda de peso, diminuição da libido, alterações no sono entre outros.
Por isso treinar por treinar pode ser muito prejudicial, é necessário planejamento e acompanhamento para tal.

"Apesar dos numerosos benefícios dos exercícios - por exemplo, melhoria do estado muscular e cardiovascular - sabemos muito pouco sobre como o exercício afeta os sistemas imunes dos adultos mais velhos," informou Woods.
"Bom, ruim ou indiferente, essa informação poderia ter conseqüências importantes em relação à saúde pública da nossa população idosa." Por essa razão, Woods e colegas do departamento de cinesiologia da universidade estão conduzindo uma pesquisa que busca estabelecer uma ligação entre a prática de exercício e a função imune.
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"Nosso laboratório está usando tanto modelos de animais e com modelos humanos para avaliar em qual proporção o exercício físico afeta o funcionamento imune e a suscetibilidade a doenças infecciosas nas populações mais velhas," disse Woods. "Nós obtivemos alguns dados excitantes dos camundongos que sugerem que o treinamento ou exercício moderados podem aumentar algumas medidas da função imune e reduzir a mortalidade causada por influenza.
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Quando as pessoas e os animais envelhecem, o timo, que produz os linfócitos T, diminui produzindo assim menos células simples.
Essa é uma razão pela qual os animais e os humanos mais velhos têm problemas em responder a novos patógênos ambientais.

Imunidade e Estilo de Vida

  • Estudos sugerem que dietas com alta quantidade de açúcares interferem na capacidade das células brancas do sangue de destruir bactérias. Pesquisas mostraram que o sistema imunológico é prejudicado em dietas com grande quantidade de sacarose (ex: açúcar refinado).
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  • O consumo de álcool interfere em várias respostas imunológicas. O efeito imunossupressor do álcool pode estar ligado a certas infecções e até algumas formas de câncer. No entanto, o consumo moderado de álcool não apresentou risco em algumas pesquisas.

  • A ingestão excessiva de gorduras reduz a atividade das células protetoras e prejudica a resposta imunológica. No entanto, alguns tipos de gorduras podem ser neutras ou até benéficas, como, por exemplo, as gorduras monoinsaturadas presentes no azeite.
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  • Magreza excessiva e obesidade estão associadas a um sistema imunológico debilitado. A obesidade parece aumentar o risco de infecções. No entanto, esse efeito parece não ocorrer quando a obesidade é pequena. Uma dieta com restrição severa de calorias prejudica o sistema imunológico. Os efeitos negativos da obesidade no sistema imunológico parecem ser anulados se a pessoa pratica exercícios físicos regulares.
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  • Exercícios físicos moderados e regulares fortalecem o sistema imunológico. Eles aumentam a atividade das células protetoras. No entanto, exercícios muito intensos e prolongados como maratonas podem em curto prazo aumentar o risco de infecções.
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  • O estresse pode debilitar o sistema imunológico e, assim, aumentar as chances de infecções. Lidar adequadamente com o estresse é muito importante. Para dicas especiais relacionadas ao estresse visite o Centro Especial de Estresse.


Fonte: The Journal Brain, Behavior and Immunity, 02/07/03
FAHRNER & HACKNEY, 1998; FOSS & KETEYIAN, 1998 apud FRANÇA et al 2006).(POWERS & HOWLEY, 2000). Maughan e Gledson (2000)(SHARKEY, 1998)

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