quinta-feira, 5 de março de 2009

JOELHO de CORREDOR

O joelho do corredor

Por que lesões são tão comuns nesta articulação?

No esporte, Joelho é uma articulação, cujas funções são a de absorver a energia cinética gerada pelo contato dos membros inferiores ao solo e transmitir o movimento aos demais seguimentos do corpo.

Isto se deve a dois mecanismos básicos: a chamada contração muscular excêntrica, onde a fibra muscular contrai e alonga-se resistindo ao movimento e aos graus de flexão.


Absorvendo a energia cinética

Em uma corrida a força de reação ao solo, que chega a ser duas vezes ao peso do indivíduo é absorvida pela flexão do Joelho entre 50 e 60 graus e pela resistência do quadríceps, ou músculo anterior da coxa. O restante é dissipado pelo quadril e coluna vertebral.


Desde o início dos anos 80, quando o joelho tornou-se a articulação em destaque na traumatologia do esporte devido à elevada incidência de lesões decorrentes da prática esportiva.

Em estudos recentes de biomecânica, concluiu-se que é a articulação do corpo humano que mais trabalha próximo aos seus limites fisiológicos, ou seja, no coeficiente entre destruição tecidual e reconstrução, existe grande chance da segunda prevalecer e, consequentemente, haver lesão.

Portanto, não só a prática esportiva, mas também atividades repetitivas da vida diária, como subir e descer escadas, andar, agachar-se podem desencadear dor e inchaço, sem causa maior aparente.



Quando o joelho sai dos seus limites fisiológicos e deixa de executar suas funções, deve-se levar em conta dois fatores:

os extrínsecos e os intrínsecos.

Os primeiros incluem o treino inadequado, geralmente sem o acompanhamento de um instrutor da modalidade e o aumento da freqüência, ou intensidade.

Os outros são inerentes ao indívíduo: a pisada muito pronada ou supinada, joelhos em "x" ou arqueados, angulação e rotação anormais entre os ossos do quadril, diferença de comprimento dos membros e, principalmente enfraquecimento e encurtamento de grupos musculares, gerando desequilíbrio entre músculos agonistas e antagonistas.

Juntos, fatores intrínsecos e extrínsecos contribuem para que haja perda da capacidade de absorção e dissipação de energia, gerando as chamadas lesões por sobrecarga. Na corrida, portanto, o joelho deve ter ter boa amplitude de movimento, força e flexbilidade.



O atrito ileotibial é disparadamente a lesão mais comum

A lesão disparadamente mais comum do joelho do corredor é a Síndrome do atrito ileotibial, onde a fricção da banda fibrosa lateral com a proeminência óssea lateral do joelho, o Epicôndilo causa reação inflamatória que, caracteristicamente, dói durante a corrida e melhora após o repouso.

A tendinite patelar, conhecida mundialmente como Jumpers Knee ou joelho do saltador e por acometer mais homens, é uma lesão que ocorre no início do tendão patelar, área denominada pólo inferior da Patela.

Há caráter inflamatório inicial e, se não tratada, pode degenerar e levar à ruptura espontânea, descrita em alguns casos.


As bursites do joelho, caracteristicamente, acometem corredores à partir da 5.a década de vida.

Embora existam várias bursas ao redor do Joelho com a função de reduzir o atrito entre tendões ou a fricção excessiva da pele contra proeminências ósseas, as que costumam causar sintomas são a pré-patelar, localizada bem à frente da rótula e a bursa anserina, entreposta entre os tendões Sartório, Grácil e Semi-tendíneo.


A condromalácea, um grande problema ao corredor



Outra lesão em voga,a condromalácea termo vem do latim e significa, em sua essência, "amolecimento da cartilagem". Postula-se que a doença desenvolva-se a partir do contato excessivo da cartilagem da rótula contra o seu "trilho", a tróclea femoral.

A distribuição desigual dos pontos de pressão causaria, em longo prazo, morte celular e desarranjo da matriz extra-celular, com conseqüentes sintomas de dor, creptação ou sensação semelhante a "areia" dentro do joelho,estalos e,às vezes, falseios.

No início, a lesão dá-se por amolecimento da cartilagem.

A seguir, podem haver ulcerações, fissuras, terminando com o desgaste de toda sua espessura, evoluindo,assim como qualquer lesão cartilaginosa, para a osteoartrose. O tratamento é não cirúrgico na maioria dos casos e fundamenta-se na detecção e retirada de fatores causais como alterações na pisada, retrações e enfraquecimento de grupos musculares.


A pedra angular do tratamento da dor no joelho consiste na melhoria do trofismo, equilíbrio e flexibilidade muscular e na correção de fatores que possam alterar o deslizamento entre a rótula e o fêmur.

Levando-se em conta o fato de que nenhuma articulação trabalha sozinha, faz-se extremamente necessário a avaliação do tipo de pisada, alterações anatômicas do joelho e problemas oriundos dos quadris. Todos estes fatores podem alterar a cinemática do joelho e predispor a lesões.


Em linhas gerais, aí vão algumas orientações aos atletas e esportistas que têm ou já tiveram dor no joelho:

a) Aos iniciantes: Realizar avaliação física pré-esportiva com um profissional da área médica de sua confiança para que fatores intrínsecos seja detectados e corrigidos, como, por exemplo, a pisada pronada, ou supinada, encurtamentos e desquilíbrios musculares. A próxima etapa será praticar o esporte orientado por um instrutor da área, para que seja evitada a técnica inadequada.

b) Aos praticantes: Dor é sinal de lesão. É seu organismo lhe dizendo que algo não vai bem. Portanto, se o joelho dói, ou está inchado é hora de parar, procurar um médico ortopedista, reabilitar-se e, posteriormente, retornar ao esporte.

c) Aos atletas: O acompanhamento periódico da equipe por um médico do esporte é indispensável. Apesar de muitas vezes, o exame físico estar dentro da normalidade, pode haver algum grau de desequilíbrio muscular, muitas vezes somente detectado através do dinamômetro da avaliação isocinética e que, cedo ou tarde, poderá levar a lesões e comprometer sua performance.

Fonte:Taktos Medicina Esportiva 4/3/2009


Alongamentos Antes, Depois ou Jamais?

A polêmica do alongamento
A polêmica dos alongamentos continua, abaixo as duas correntes defendem seus pontos de vista leia e tire suas próprias conclusões.
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Por Cesar Candido dos Santos
Independente de qual seja a modalidade esportiva, alongar antes e depois da atividade física sempre esteve presente na "cultura" dos atletas amadores. Porém, de uns tempos para cá, algumas pesquisas revelaram que o alongamento "pré-treino" não evita lesões ou melhora o desempenho. Isto vem gerando uma grande polêmica entre fisioterapeutas, etreinadores, que não chegam a um consenso sobre o assunto.
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"Trabalhos recentes mostram que o alongamento feito antes das atividades esportivas não parece ter eficiência. Isso não quer dizer que ele não deva ser feito. O alongamento é importante para um bom desempenho e conforto do atleta durante e após a prática do esporte. Por isso, é solicitado que o atleta faça sessões regulares de alongamento, mas não antes do exercício", diz Glauber Alvarenga, fisioterapeuta do Instituto Vita e professor da universidade Bandeirante de Sao paulo (Uniban) e das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU).

"Alongar antes e depois das sessões de treino pode não ter efeito tão benéfico como todos pensam, e sim fazer mais mal do que bem. A ciência básica e a evidência clínica atual sugerem que o alongamento antes ou logo após o exercício gera maior probabilidade de causar uma lesão do que preveni-la", afirma Ana Luiza Uchoas Arantes, fisioterapeuta formada pela PUC-Camp (Pontifícia Universidade Católica de Campinas) e sócia-proprietária da Fisio Life Clinica de Fisioterapia e Reabilitação.

Mas também existem aqueles que defendem a realização dos alongamentos antes dos treinos e acreditam que ele não pode prejudicar o corredor, como Oswaldo Damiani Junior, professor de reabilitação do exercício da Clínica Osmar de Oliveira.
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"Esta questão do alongamento se tornou uma enorme polêmica. Não existe um consenso ou algo concreto que garanta que se deve ou não alongar antes do exercício.
Assim, é recomendado que o praticante se alongue de forma ponderada", diz Damiani Jr.
"De uns tempos para cá, o alongamento tem gerado uma discussão muito grande, mas até hoje não foi nada comprovado sobre o que é realmente certo ou errado. Por isso, continuo orientando para que meus alunos façam alongamento leve antes e depois de correr", afirma Kim Cordeiro, treinador da BK Sports.


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Logo após o treino, o correto também é não exagerar demais no alongamento, pois a musculatura fica "anestesiada" e o atleta pode acabar ultrapassando seu limite sem sentir dor. "Forçar demais na hora de alongar pode até provocar uma lesão. Após o treino, o ideal é hidratar, relaxar um pouco e depois fazer um alongamento leve", diz Paulo Nogueira, diretor técnico da PN Treinamento.
O alongamento feito de maneira correta e no momento adequado propicia condições para a melhora da agilidade, força, velocidade e eficiência mecânica", diz Ana Luiza.
"Quem quer melhorar a flexibilidade pode fazer séries específicas de alongamento em dias ou horários alternados aos dos treinos", orienta Cordeiro.

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"Existem pessoas pré-dispostas a ter maior ou menor flexibilidade, isto é genético, por isso não se pode forçar muito. Mas na vida tudo é treinamento.
Quem tem menos alongamento pode fazer séries específicas. Pouco a pouco o tecido vai ter mais elasticidade", finaliza Damiani Jr.

Estique-se
Enquanto as vantagens (ou desvantagens) de alongar antes e após o exercício ainda causam polêmicas, os benefícios de realizar alongamentos em dias ou horários diferentes dos treinos não deixam dúvida.

"O alongamento feito de maneira correta e no momento adequado propicia condições para a melhora da agilidade, força, velocidade e eficiência mecânica", diz Ana Luiza. "Quem quer melhorar a flexibilidade pode fazer séries específicas de alongamento em dias ou horários alternados aos dos treinos", orienta Cordeiro.

"Existem pessoas pré-dispostas a ter maior ou menor flexibilidade, isto é genético, por isso não se pode forçar muito. Mas na vida tudo é treinamento. Quem tem menos alongamento pode fazer séries específicas. Pouco a pouco o tecido vai ter mais elasticidade", finaliza Damiani Jr.

Fonte:Cesar Candido dos Santos 4/3/2009

O que é o alongamento?
Por definição, alongamento é o nome dado ao exercício para aumentar a flexibilidade dos músculos.
O alongamento é muito importante antes e depois de se praticar esportes e fazer exercícios físicos .
Antes: serve para aquecer os músculos , deixando-os menos vulneráveis a contusões .
Depois: serve para soltar a musculatura e evitar que o corpo fique dolorido .

Quem precisar fazer alongamento?
Os exercícios de alongamento devem ser feitos por todas as pessoas, em qualquer idade, a qualquer hora, e não requerem equipamento especial, nem treinamento prévio. É importante fazer os alongamentos de manhã, antes e depois da prática esportiva, durante uma atividade física estressante ou quando sentir seus músculos com mais tensão.
Como fazer alongamentos?
Abaixo segue uma tabela com alogamentos sugeridos pelo professor de musculação André Luiz, e pela professora de Atividades em Salão Dreyhanne Zaniz.
Clique para amplia-la
Junte os pés e as mãos e estique o corpo no sentido vertical, para cima.
Músculo alongado:Triceps, biceps, dorsal, abdómen

Clique para amplia-la
Com o braço esticado, puxe levemente a mão.
Músculo alongado:Antebraço, biceps

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Pressione o braço, esticado, contra o peito.
Músculo alongado: Deltóide, escápula, trapézio

Clique para amplia-laPosicione a mão no centro das costas e segure o braço com a outra mão.
Músculo alongado:Triceps, Dorsal

Clique para amplia-la
Coloque as mãos na nuca e pressione levemente a cabeça para frente.
Músculo alongado:Trapézio

Clique para amplia-la
Entrelaçe as mão e estique para frente.
Músculoalongado:Triceps, deltóide,escápula,dorsal

Clique para amplia-la
Coloque as duas mãos embaixo do queixo e pressione levemente a cabeça para trás.
Músculo alongado:Pescoço


Clique para amplia-laMantenha as pernas fixas e gire o tronco para o lado.

Clique para amplia-la
Com uma das mão pressione a cabeça levemente em direção aos ombros.
Músculo alongado:Pescoço
Mantenha as pernas fixas e gire o tronco para o lado.
Músculo alongado:Abdómen, lombar
Clique para amplia-la
Com os pés fixos no chão e os braços levantados, incline o corpo no sentido lateral.
Músculo alongado:Abdómen (oblíquos dorsal), triceps
Clique para amplia-la
Com as pernas espaçadas incline o corpo para frente 90º.
Músculo alongado:Posterior coxa, panturrilha, glúteo
Clique para amplia-la
Com o corpo inclinado e as pernas espaçadas, gire e apoie os joelhos (não pressione o joelho).
Músculo alongado: Posterior coxa, glúteo
Clique para amplia-la
Segure a perna e puxe-a em direção ao glúteo.
Músculo alongado:Quadriceps, glúteo
Clique para amplia-la
Segure a perna na algura do peitoral. Faça pressâo como se quisesse enconstar o joelho no peito.
Músculo alongado: Posterior coxa, glúteo
Clique para amplia-la
Com os pés juntos tente encostar as pontas das mãos nos pés.
Músculo alongado:Posterior coxa, glúteo, panturrilha, lombar
Clique para amplia-la
Agache sobre uma perna e mantenha a outra esticada.
Músculo alongado: Interno coxa, posterior coxa, panturrilha
Clique para amplia-la
Dobre levemente uma das pernas e tente encostar a mão no pé da outra perna.
Músculo alongado:Posterior coxa, Panturrilha, glúteo
Clique para amplia-la
Apoie os braços sobre as coxas e agache até a altura do joelho.
Músculo alongado:Interno coxa


E o que fazer?
Como nem os profissionais da área conseguem chegar a uma conclusão sobre o assunto, o melhor que os atletas podem fazer é utilizar o bom senso, e sempre respeitarem os limites do corpo.

"Aquele indivíduo que sempre alongou antes de praticar o exercício deve continuar fazendo isso.
Já o que nunca fez alongamento e a vida inteira se sentiu bem também não tem porque mudar.
Mais importante do que alongar antes da atividade física é fazer um bom aquecimento. O alongamento pode ser realizado após isso, mas moderadamente, sem forçar muito a musculatura.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Exercícios físicos e imunidade




O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos.
Essa capacidade é denominada imunidade (GUYTON, 1998).

Dessa forma, o sistema imunológico tem como objetivo reconhecer os organismos invasores, impedir sua disseminação e finalmente eliminá-los do corpo (PARHAM, 2001).

Um número crescente de médicos e outros especialistas em saúde estão encorajando adultos mais velhos a caminharem, andarem de bicicleta, nadarem ou praticar qualquer outra forma de atividade física como defesa contra as conseqüências de um estilo de vida sedentário potencialmente prejudiciais à saúde.

"O exercício é visto com uma panacéia para adultos mais velhos," Segundo Jeffrey Woods, professor da University of Illinois em Urbana-Champaign, que observou que os programas de exercícios são recomendados rotineiramente para pessoas com vários problemas de saúde - de diabetes a doença cardíaca.

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Os especialistas em saúde geralmente reconhecem que essa população se beneficia com os exercícios físicos.

Exercício físico e respostas imunológicas

Segundo Leandro et al (2002), o exercício físico pode proporcionar diferentes respostas no sistema imunológico. O exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta do sistema imunológico, enquanto o exercício com alta intensidade praticado sob condições estressantes provoca um estado transitório de imunossupressão (COSTA ROSA & VAISBERG, 2002).

Mackinnon (1992) apud Sharkey (1998) relata que os treinamentos moderados trás respostas imunológicas saudáveis.
Além disso, Hockenbury e Hockenbury (2003) afirmam que o exercício físico de baixa intensidade ajuda a diminuir a ação estressante após o exercício, dessa forma não sobrecarrega o sistema imunológico do organismo humano.
Sendo assim, Barra Filho et al (2002) afirmam que é importante a necessidade do controle das variáveis do treinamento desportivo para evitar o estresse excessivo.

Kapasi et al (2003) buscaram verificar possíveis alterações do sistema imunológico em indivíduos idosos, sendo inserido um programa de treinamento resistido, associado ao treinamento aeróbio.

O programa foi realizado com a freqüência de cinco dias por semana, ao longo de oito meses, não sendo observada após trinta e oito e duas semanas de intervenção, alguma alteração significativa, no sentido positivo ou negativo dos parâmetros imunes avaliados. Importante ser frisado não ter havido alterações na incidência de infecções do grupo treinado, quando comparado ao grupo controle.


Sharkey (1998) relata que o sistema imunológico é consistido de linfócitos, células T, células eliminadoras naturais, anticorpos, imunoglobulinas e outros.
De acordo com este autor, o sistema serve para proteger o corpo de ataques externos, contudo, quando exposto à estresse prolongado, o sistema tende a falhar, permitindo a proliferação de microorganismos invasores.

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O supertreinamento pode acarretar um enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando as possibilidades de infecção do organismo , afirmam que quando as cargas de treinamento são elevadas, pode ocorrer uma diminuição da função global do sistema imunológico.

A intensidade, duração, freqüência excessiva de treinamento pode proporcionar um mau funcionamento do sistema imunológico, devido à sobrecarga imposta ao organismo, que pode ocasionar fadiga .
Portanto, o supertreinamento prolongado provoca alterações que se manifestam como redução crônica do desempenho, acompanhada de um ou mais sintomas físicos, como elevação da freqüência cardíaca de repouso, perda de peso, diminuição da libido, alterações no sono entre outros.
Por isso treinar por treinar pode ser muito prejudicial, é necessário planejamento e acompanhamento para tal.

"Apesar dos numerosos benefícios dos exercícios - por exemplo, melhoria do estado muscular e cardiovascular - sabemos muito pouco sobre como o exercício afeta os sistemas imunes dos adultos mais velhos," informou Woods.
"Bom, ruim ou indiferente, essa informação poderia ter conseqüências importantes em relação à saúde pública da nossa população idosa." Por essa razão, Woods e colegas do departamento de cinesiologia da universidade estão conduzindo uma pesquisa que busca estabelecer uma ligação entre a prática de exercício e a função imune.
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"Nosso laboratório está usando tanto modelos de animais e com modelos humanos para avaliar em qual proporção o exercício físico afeta o funcionamento imune e a suscetibilidade a doenças infecciosas nas populações mais velhas," disse Woods. "Nós obtivemos alguns dados excitantes dos camundongos que sugerem que o treinamento ou exercício moderados podem aumentar algumas medidas da função imune e reduzir a mortalidade causada por influenza.
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Quando as pessoas e os animais envelhecem, o timo, que produz os linfócitos T, diminui produzindo assim menos células simples.
Essa é uma razão pela qual os animais e os humanos mais velhos têm problemas em responder a novos patógênos ambientais.

Imunidade e Estilo de Vida

  • Estudos sugerem que dietas com alta quantidade de açúcares interferem na capacidade das células brancas do sangue de destruir bactérias. Pesquisas mostraram que o sistema imunológico é prejudicado em dietas com grande quantidade de sacarose (ex: açúcar refinado).
  • A imagem “http://www.senado.gov.br/sf/senado/portaldoservidor/jornal/Jornal86/Imagens/creme.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

    Pirâmide Alimentar

    Pirâmide Alimentar - Saiba Qual é a Sua Importância

  • O consumo de álcool interfere em várias respostas imunológicas. O efeito imunossupressor do álcool pode estar ligado a certas infecções e até algumas formas de câncer. No entanto, o consumo moderado de álcool não apresentou risco em algumas pesquisas.

  • A ingestão excessiva de gorduras reduz a atividade das células protetoras e prejudica a resposta imunológica. No entanto, alguns tipos de gorduras podem ser neutras ou até benéficas, como, por exemplo, as gorduras monoinsaturadas presentes no azeite.
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  • Magreza excessiva e obesidade estão associadas a um sistema imunológico debilitado. A obesidade parece aumentar o risco de infecções. No entanto, esse efeito parece não ocorrer quando a obesidade é pequena. Uma dieta com restrição severa de calorias prejudica o sistema imunológico. Os efeitos negativos da obesidade no sistema imunológico parecem ser anulados se a pessoa pratica exercícios físicos regulares.
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  • Exercícios físicos moderados e regulares fortalecem o sistema imunológico. Eles aumentam a atividade das células protetoras. No entanto, exercícios muito intensos e prolongados como maratonas podem em curto prazo aumentar o risco de infecções.
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  • O estresse pode debilitar o sistema imunológico e, assim, aumentar as chances de infecções. Lidar adequadamente com o estresse é muito importante. Para dicas especiais relacionadas ao estresse visite o Centro Especial de Estresse.


Fonte: The Journal Brain, Behavior and Immunity, 02/07/03
FAHRNER & HACKNEY, 1998; FOSS & KETEYIAN, 1998 apud FRANÇA et al 2006).(POWERS & HOWLEY, 2000). Maughan e Gledson (2000)(SHARKEY, 1998)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Treinamento funcional


Treinamento Funcional


O segredo está no equilíbrio.


O treinamento funcional trabalha grande parte dos músculos do corpo num único exercício, queima muitas calorias e desenvolve a coordenação motora.

Algumas das maiores habilidades exploradas pelo treinamento funcional são o equilíbrio e a concentração.




PEITORAIS

Normalmente, os exercícios no Crossover trabalham apenas os peitorais.

Ao fazer o exercício com a bola, para se equilibrar de joelhos sobre ela o aluno tem de contrair o abdome, os glúteos e, sobretudo, a musculatura interna das coxas.
Para os iniciantes, a posição ideal sobre a bola é a sentada, que tem grau de dificuldade menor.
O caminho das imensas bolas de vinil rumo às academias começou a ser trilhado em meados da década de 90.
Utilizadas originalmente por fisioterapeutas na recuperação de vítimas de lesões musculares e articulares, elas foram incorporadas primeiro às aulas de alongamento.
Em seguida, passaram a ser usadas nas aulas mais leves de ginástica localizada.
Agora, estão nas salas de musculação.
A definição muscular feita com bolas é chamada de treinamento funcional.





Um único exercício é capaz de trabalhar a maioria dos músculos do corpo.
Não importa o grupo que se priorize, cada série de movimentos sobre a bola mobiliza 70% de toda a musculatura.
E mais: 45 minutos de treinamento funcional queimam, em média, 50% mais calorias do que uma sessão de musculação nos moldes tradicionais.
O treino fica mais puxado por causa do esforço que o aluno tem de fazer para se equilibrar sobre a bola.
Esse tipo de exercício desenvolve ainda a coordenação motora, a postura e, obviamente, o equilíbrio.


TRÍCEPS

Os tradicionais exercícios de flexão trabalham principalmente os tríceps. Quando feitos na bola, eles exigem muito também do abdomen.
Com as mãos apoiadas no chão , a flexão fica mais fácil.
Ainda assim, obriga o aluno a contrair as coxas, os glúteos e a musculatura lombar.
Com as mãos apoiadas na bola, o exercício requer mais equilíbrio, o que aumenta o trabalho de todos os músculos do corpo.

EQUILÍBRIO

Quanto menor o contato do corpo com a bola, maior o grau de dificuldade do exercício.
Primeiro, os alunos aprendem a sentar-se na bola.
Depois, sentam-se sem colocar os pés no chão.
O processo segue até que eles consigam chegar à posição (dificílima) da foto, em que apenas uma mão e a parte inferior de uma perna estão apoiadas na bola.


No treinamento funcional, a flexão, por exemplo, deixa de ser apenas um exercício para desenvolver os tríceps e os peitorais.
Com as mãos apoiadas na bola em vez de firmadas no chão, o aluno tem de manter o corpo inteiro contraído, especialmente o abdome.
Do contrário, a bola zanza de um lado para outro.
Criado nos Estados Unidos, o treinamento funcional foi desenvolvido inicialmente para a preparação de atletas profissionais.
Ele é muito utilizado, por exemplo, pela equipe americana de basquete Chicago Bulls e por vários pilotos de Fórmula 1.
Para cumprir todas as etapas, é preciso ter paciência.
Primeiro, o aluno aprende a sentar-se na bola.
Depois, a permanecer nessa posição sem encostar os pés no chão.
O outro passo é ficar de joelhos.
O processo segue até que ele consiga realizar posições complicadíssimas, como aquela em que se faz levantamento de peso, de pé sobre a bola.
Além das bolas, o treinamento funcional lança mão de outros acessórios, como rampas e extensores de borracha.





COXAS


No exercício de agachamento, a instabilidade gerada pela plataforma faz com que os alunos trabalhem, além da musculatura das coxas, a da região lombar e de outras partes do corpo, como os glúteos.

Além disso, para se manter em cima da rampa, é preciso contrair o abdome.
O agachamento sobre rampas desenvolve ainda a concentração e a coordenação motora.



PERNAS


Do modo tradicional, o agachamento trabalha sobretudo a coxa da perna que está à frente.
Na execução do exercício com a bola, a perna de trás também é trabalhada.
Para que a bola não "dance", pé, panturrilha e joelho têm de estar contraídos.
Como a perna que está à frente precisa equilibrar o corpo inteiro, ela é mais trabalhada no agachamento com bola do que no exercício tradicional



ABDOMEN
Diferentemente do abdominal tradicional, o que é feito sobre a bola não condiciona apenas os músculos abdominais.


Ele também trabalha as coxas e os glúteos.
Além de exigir um esforço maior de todo o corpo, a bola protege a lombar de lesões muito freqüentes nos abdominais feitos no chão.
O exercício destina-se ao condicionamento dos músculos inferiores e superiores do abdomem.

Exercício Funcional Suspenso
Baseado no treinamento funcional, o equipamento que desafia a lei da gravidade, pois é possível trabalhar com o corpo, parcial ou totalmente suspenso na execução dos movimentos.
Seu uso proporciona ganhos de força, equilíbrio e flexibilidade em um mesmo treino, além de ser divertido, rápido e eficiente.
São fitas de náilon reguláveis com manoplas para as mãos e apoios para os pés que permitem que você realize diversos exercícios e trabalhe todos os músculos do corpo.

Objetivos e benefícios :

  • Melhora da coordenação motora;

  • Previne e reabilita lesões;

  • Preparação básica para demais atividades;

  • Grande gasto energético (cerca de 350 cal em 30 minutos de atividade).




Qual seu objetivo com a prática da musculação?