quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Exercícios físicos e imunidade




O corpo humano tem a capacidade de resistir a quase todos os tipos de organismos ou toxinas que tendem a lesar os tecidos e órgãos.
Essa capacidade é denominada imunidade (GUYTON, 1998).

Dessa forma, o sistema imunológico tem como objetivo reconhecer os organismos invasores, impedir sua disseminação e finalmente eliminá-los do corpo (PARHAM, 2001).

Um número crescente de médicos e outros especialistas em saúde estão encorajando adultos mais velhos a caminharem, andarem de bicicleta, nadarem ou praticar qualquer outra forma de atividade física como defesa contra as conseqüências de um estilo de vida sedentário potencialmente prejudiciais à saúde.

"O exercício é visto com uma panacéia para adultos mais velhos," Segundo Jeffrey Woods, professor da University of Illinois em Urbana-Champaign, que observou que os programas de exercícios são recomendados rotineiramente para pessoas com vários problemas de saúde - de diabetes a doença cardíaca.

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Os especialistas em saúde geralmente reconhecem que essa população se beneficia com os exercícios físicos.

Exercício físico e respostas imunológicas

Segundo Leandro et al (2002), o exercício físico pode proporcionar diferentes respostas no sistema imunológico. O exercício de intensidade moderada, praticado regularmente, melhora a capacidade de resposta do sistema imunológico, enquanto o exercício com alta intensidade praticado sob condições estressantes provoca um estado transitório de imunossupressão (COSTA ROSA & VAISBERG, 2002).

Mackinnon (1992) apud Sharkey (1998) relata que os treinamentos moderados trás respostas imunológicas saudáveis.
Além disso, Hockenbury e Hockenbury (2003) afirmam que o exercício físico de baixa intensidade ajuda a diminuir a ação estressante após o exercício, dessa forma não sobrecarrega o sistema imunológico do organismo humano.
Sendo assim, Barra Filho et al (2002) afirmam que é importante a necessidade do controle das variáveis do treinamento desportivo para evitar o estresse excessivo.

Kapasi et al (2003) buscaram verificar possíveis alterações do sistema imunológico em indivíduos idosos, sendo inserido um programa de treinamento resistido, associado ao treinamento aeróbio.

O programa foi realizado com a freqüência de cinco dias por semana, ao longo de oito meses, não sendo observada após trinta e oito e duas semanas de intervenção, alguma alteração significativa, no sentido positivo ou negativo dos parâmetros imunes avaliados. Importante ser frisado não ter havido alterações na incidência de infecções do grupo treinado, quando comparado ao grupo controle.


Sharkey (1998) relata que o sistema imunológico é consistido de linfócitos, células T, células eliminadoras naturais, anticorpos, imunoglobulinas e outros.
De acordo com este autor, o sistema serve para proteger o corpo de ataques externos, contudo, quando exposto à estresse prolongado, o sistema tende a falhar, permitindo a proliferação de microorganismos invasores.

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O supertreinamento pode acarretar um enfraquecimento do sistema imunológico, aumentando as possibilidades de infecção do organismo , afirmam que quando as cargas de treinamento são elevadas, pode ocorrer uma diminuição da função global do sistema imunológico.

A intensidade, duração, freqüência excessiva de treinamento pode proporcionar um mau funcionamento do sistema imunológico, devido à sobrecarga imposta ao organismo, que pode ocasionar fadiga .
Portanto, o supertreinamento prolongado provoca alterações que se manifestam como redução crônica do desempenho, acompanhada de um ou mais sintomas físicos, como elevação da freqüência cardíaca de repouso, perda de peso, diminuição da libido, alterações no sono entre outros.
Por isso treinar por treinar pode ser muito prejudicial, é necessário planejamento e acompanhamento para tal.

"Apesar dos numerosos benefícios dos exercícios - por exemplo, melhoria do estado muscular e cardiovascular - sabemos muito pouco sobre como o exercício afeta os sistemas imunes dos adultos mais velhos," informou Woods.
"Bom, ruim ou indiferente, essa informação poderia ter conseqüências importantes em relação à saúde pública da nossa população idosa." Por essa razão, Woods e colegas do departamento de cinesiologia da universidade estão conduzindo uma pesquisa que busca estabelecer uma ligação entre a prática de exercício e a função imune.
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"Nosso laboratório está usando tanto modelos de animais e com modelos humanos para avaliar em qual proporção o exercício físico afeta o funcionamento imune e a suscetibilidade a doenças infecciosas nas populações mais velhas," disse Woods. "Nós obtivemos alguns dados excitantes dos camundongos que sugerem que o treinamento ou exercício moderados podem aumentar algumas medidas da função imune e reduzir a mortalidade causada por influenza.
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Quando as pessoas e os animais envelhecem, o timo, que produz os linfócitos T, diminui produzindo assim menos células simples.
Essa é uma razão pela qual os animais e os humanos mais velhos têm problemas em responder a novos patógênos ambientais.

Imunidade e Estilo de Vida

  • Estudos sugerem que dietas com alta quantidade de açúcares interferem na capacidade das células brancas do sangue de destruir bactérias. Pesquisas mostraram que o sistema imunológico é prejudicado em dietas com grande quantidade de sacarose (ex: açúcar refinado).
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    Pirâmide Alimentar

    Pirâmide Alimentar - Saiba Qual é a Sua Importância

  • O consumo de álcool interfere em várias respostas imunológicas. O efeito imunossupressor do álcool pode estar ligado a certas infecções e até algumas formas de câncer. No entanto, o consumo moderado de álcool não apresentou risco em algumas pesquisas.

  • A ingestão excessiva de gorduras reduz a atividade das células protetoras e prejudica a resposta imunológica. No entanto, alguns tipos de gorduras podem ser neutras ou até benéficas, como, por exemplo, as gorduras monoinsaturadas presentes no azeite.
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  • Magreza excessiva e obesidade estão associadas a um sistema imunológico debilitado. A obesidade parece aumentar o risco de infecções. No entanto, esse efeito parece não ocorrer quando a obesidade é pequena. Uma dieta com restrição severa de calorias prejudica o sistema imunológico. Os efeitos negativos da obesidade no sistema imunológico parecem ser anulados se a pessoa pratica exercícios físicos regulares.
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  • Exercícios físicos moderados e regulares fortalecem o sistema imunológico. Eles aumentam a atividade das células protetoras. No entanto, exercícios muito intensos e prolongados como maratonas podem em curto prazo aumentar o risco de infecções.
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  • O estresse pode debilitar o sistema imunológico e, assim, aumentar as chances de infecções. Lidar adequadamente com o estresse é muito importante. Para dicas especiais relacionadas ao estresse visite o Centro Especial de Estresse.


Fonte: The Journal Brain, Behavior and Immunity, 02/07/03
FAHRNER & HACKNEY, 1998; FOSS & KETEYIAN, 1998 apud FRANÇA et al 2006).(POWERS & HOWLEY, 2000). Maughan e Gledson (2000)(SHARKEY, 1998)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Treinamento funcional


Treinamento Funcional


O segredo está no equilíbrio.


O treinamento funcional trabalha grande parte dos músculos do corpo num único exercício, queima muitas calorias e desenvolve a coordenação motora.

Algumas das maiores habilidades exploradas pelo treinamento funcional são o equilíbrio e a concentração.




PEITORAIS

Normalmente, os exercícios no Crossover trabalham apenas os peitorais.

Ao fazer o exercício com a bola, para se equilibrar de joelhos sobre ela o aluno tem de contrair o abdome, os glúteos e, sobretudo, a musculatura interna das coxas.
Para os iniciantes, a posição ideal sobre a bola é a sentada, que tem grau de dificuldade menor.
O caminho das imensas bolas de vinil rumo às academias começou a ser trilhado em meados da década de 90.
Utilizadas originalmente por fisioterapeutas na recuperação de vítimas de lesões musculares e articulares, elas foram incorporadas primeiro às aulas de alongamento.
Em seguida, passaram a ser usadas nas aulas mais leves de ginástica localizada.
Agora, estão nas salas de musculação.
A definição muscular feita com bolas é chamada de treinamento funcional.





Um único exercício é capaz de trabalhar a maioria dos músculos do corpo.
Não importa o grupo que se priorize, cada série de movimentos sobre a bola mobiliza 70% de toda a musculatura.
E mais: 45 minutos de treinamento funcional queimam, em média, 50% mais calorias do que uma sessão de musculação nos moldes tradicionais.
O treino fica mais puxado por causa do esforço que o aluno tem de fazer para se equilibrar sobre a bola.
Esse tipo de exercício desenvolve ainda a coordenação motora, a postura e, obviamente, o equilíbrio.


TRÍCEPS

Os tradicionais exercícios de flexão trabalham principalmente os tríceps. Quando feitos na bola, eles exigem muito também do abdomen.
Com as mãos apoiadas no chão , a flexão fica mais fácil.
Ainda assim, obriga o aluno a contrair as coxas, os glúteos e a musculatura lombar.
Com as mãos apoiadas na bola, o exercício requer mais equilíbrio, o que aumenta o trabalho de todos os músculos do corpo.

EQUILÍBRIO

Quanto menor o contato do corpo com a bola, maior o grau de dificuldade do exercício.
Primeiro, os alunos aprendem a sentar-se na bola.
Depois, sentam-se sem colocar os pés no chão.
O processo segue até que eles consigam chegar à posição (dificílima) da foto, em que apenas uma mão e a parte inferior de uma perna estão apoiadas na bola.


No treinamento funcional, a flexão, por exemplo, deixa de ser apenas um exercício para desenvolver os tríceps e os peitorais.
Com as mãos apoiadas na bola em vez de firmadas no chão, o aluno tem de manter o corpo inteiro contraído, especialmente o abdome.
Do contrário, a bola zanza de um lado para outro.
Criado nos Estados Unidos, o treinamento funcional foi desenvolvido inicialmente para a preparação de atletas profissionais.
Ele é muito utilizado, por exemplo, pela equipe americana de basquete Chicago Bulls e por vários pilotos de Fórmula 1.
Para cumprir todas as etapas, é preciso ter paciência.
Primeiro, o aluno aprende a sentar-se na bola.
Depois, a permanecer nessa posição sem encostar os pés no chão.
O outro passo é ficar de joelhos.
O processo segue até que ele consiga realizar posições complicadíssimas, como aquela em que se faz levantamento de peso, de pé sobre a bola.
Além das bolas, o treinamento funcional lança mão de outros acessórios, como rampas e extensores de borracha.





COXAS


No exercício de agachamento, a instabilidade gerada pela plataforma faz com que os alunos trabalhem, além da musculatura das coxas, a da região lombar e de outras partes do corpo, como os glúteos.

Além disso, para se manter em cima da rampa, é preciso contrair o abdome.
O agachamento sobre rampas desenvolve ainda a concentração e a coordenação motora.



PERNAS


Do modo tradicional, o agachamento trabalha sobretudo a coxa da perna que está à frente.
Na execução do exercício com a bola, a perna de trás também é trabalhada.
Para que a bola não "dance", pé, panturrilha e joelho têm de estar contraídos.
Como a perna que está à frente precisa equilibrar o corpo inteiro, ela é mais trabalhada no agachamento com bola do que no exercício tradicional



ABDOMEN
Diferentemente do abdominal tradicional, o que é feito sobre a bola não condiciona apenas os músculos abdominais.


Ele também trabalha as coxas e os glúteos.
Além de exigir um esforço maior de todo o corpo, a bola protege a lombar de lesões muito freqüentes nos abdominais feitos no chão.
O exercício destina-se ao condicionamento dos músculos inferiores e superiores do abdomem.

Exercício Funcional Suspenso
Baseado no treinamento funcional, o equipamento que desafia a lei da gravidade, pois é possível trabalhar com o corpo, parcial ou totalmente suspenso na execução dos movimentos.
Seu uso proporciona ganhos de força, equilíbrio e flexibilidade em um mesmo treino, além de ser divertido, rápido e eficiente.
São fitas de náilon reguláveis com manoplas para as mãos e apoios para os pés que permitem que você realize diversos exercícios e trabalhe todos os músculos do corpo.

Objetivos e benefícios :

  • Melhora da coordenação motora;

  • Previne e reabilita lesões;

  • Preparação básica para demais atividades;

  • Grande gasto energético (cerca de 350 cal em 30 minutos de atividade).




domingo, 18 de janeiro de 2009

62% das pessoas com peso normal têm muita gordura corporal

Obesidade do Peso Normal ?
16/01/2009 - Folha Online

Então você sobe na balança, vê o ponteiro bater no peso adequado e suspira aliviado: por enquanto, está livre de todos aqueles problemas que a obesidade traz, como diabetes, hipertensão etc.
Será?
Há duas semanas, pesquisadores da Clínica Mayo, nos EUA, divulgaram um conceito que pode tirar o sono (e o apetite) de muita gente: a "obesidade do peso normal".


O termo foi criado após um estudo no qual foram avaliadas 2.127 pessoas com IMC (índice de massa corporal) considerado adequado.

O IMC é um dos métodos mais populares no que se refere à obesidade: consiste em relacionar o peso à altura por meio de uma equação (conheça métodos para avaliar a obesidade) e ver o resultado em uma tabela; se o número estiver entre 18,5 e 25, o peso é considerado adequado.



O que a pesquisa constatou, porém, é que essa conta não é tão simples: o IMC não distingue a massa muscular da gordura, e é aí que mora o perigo.


Como a gordura é mais leve do que a massa muscular, a substituição de músculos por tecido adiposo pode ocorrer sem alterações sensíveis no peso.

E foi isso que os pesquisadores verificaram: mais da metade das pessoas analisadas tinha excesso de gordura corporal --mais de 30%, no caso das mulheres, e mais de 20%, no caso dos homens.


O resultado desse quadro é preocupante: ao avaliar a saúde dos participantes, os cientistas descobriram que, mesmo com um peso normal, quem tinha excesso de gordura corporal estava mais vulnerável a doenças tipicamente associadas à obesidade.

"As pessoas com obesidade do peso normal tinham 2,5 vezes mais chances de desenvolver síndrome metabólica do que quem não tinha o problema.

O risco de anormalidade no nível de colesterol ou de marcadores de risco cardiovascular, como alto índice de triglicérides, era aproximadamente duas vezes maior", disse à Folha o autor do estudo, Francisco Lopez-Jimenez, cardiologista na Clínica Mayo em Rochester, EUA.

O próximo passo, diz, é mensurar o risco que essas pessoas têm de morrer por problemas cardíacos.
Ao todo, 62% das pessoas pesquisadas foram diagnosticados com "obesidade do peso normal", de acordo com o pesquisador mexicano.
No Brasil, não há dados equivalentes.

O que se sabe é que 43% da população está acima do peso (com IMC superior a 25), segundo o "Mapa da Saúde do Brasileiro", divulgado neste ano pelo Ministério da Saúde e pela USP (Universidade de São Paulo).


O problema atinge principalmente homens: 12,9% têm obesidade -o que, no país, é definido como um IMC superior a 30.
Para Ana Dâmaso, professora do departamento de biociências da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a descoberta da Clínica Mayo sobre um novo padrão de obesidade reflete mudanças importantes que a sociedade sofreu nas últimas décadas: passamos a ter uma alimentação pior e a fazer menos exercícios.

Isso alterou o padrão de composição corporal.

Hoje, somos mais propensos a ter menos músculos e mais gordura do que os nossos avós.
Há vários métodos para medir a gordura, mas não tão simples quanto o IMC.


"O IMC está menos sensível do que há 30 anos ,mesmo quem tem o IMC normal pode ter excesso de colesterol ruim, glicemia alta e outros problemas decorrentes do padrão alimentar e do sedentarismo", diz Dâmaso, que desenvolve pesquisas sobre obesidade no Cepe (Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício), da Unifesp.
"Esse estudo soa como um alerta: a procura de fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes não deve se limitar às pessoas que são visivelmente obesas", afirma Márcio Mancini, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
Barriga e coração
Um dos principais riscos decorrentes da obesidade --tanto em seu conceito tradicional como na nova "obesidade do peso normal"- é relacionado à saúde cardiovascular.
E, nesse sentido, a principal vilã é a gordura visceral.
Localizada no abdômen, essa gordura envolve órgãos como coração e pulmões e possui um "funcionamento" específico:

"É como se a lipólise [quebra de gordura] fosse feita em maior quantidade, com um menor controle de qualidade", explica Ruy Lyra, presidente da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

Além de afetar a ação de substâncias como os hormônios sexuais, a gordura visceral libera uma quantidade maior de ácidos graxos, que podem se acumular no fígado, levando a uma piora dos índices do colesterol "ruim" e estimulando a produção de glicose --o que, em pessoas com predisposição, pode levar à resistência insulínica e ao diabetes.
Esse acúmulo de gordura visceral depende de aspectos genéticos e de fatores comportamentais, como o consumo elevado de alimentos ricos em gorduras saturadas e o sedentarismo.

Pessoas com um corpo em forma de maçã, no qual braços, pernas e rosto são finos, mas o tronco é largo, têm mais chances de acumular gordura visceral --gerando a famosa "barriga de chope".
Esse modelo atinge mais homens e mulheres na menopausa e também tende a se tornar mais comum com o avançar da idade, afirma Thomas Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica no Estado de São Paulo.
Já as mulheres em idade fértil costumam ter o corpo em forma de pêra, com acúmulo de tecido adiposo nas pernas e na região dos quadris.
De modo geral, a gordura subcutânea é considerada menos danosa para a saúde cardíaca, mas isso é questionado por Lopez-Jimenez, da Clínica Mayo.

Segundo ele constatou na pesquisa, as pessoas que apresentaram "obesidade do peso normal" e maiores riscos cardiovasculares não tinham, necessariamente, uma barriga avantajada.

A gordura visceral parece ser mais ativa na produção de substâncias nocivas ligadas a doenças cardíacas.

Mas, parece que a importância da gordura subcutânea na parte superior do corpo (tórax, braço e mesmo ao redor do abdômen) tem sido negligenciada", diz.



"São necessários mais estudos para determinar qual distribuição de gordura é mais associada a riscos cardiovasculares, porque nós não acreditamos que isso seja tão simples quanto dividir a gordura em visceral e subcutânea", afirma.

Uma possibilidade levantada pelo pesquisador é que a diferença esteja na gordura da parte superior do corpo em comparação à localizada nos quadris e nas pernas.

Segundo o estudo da Clínica Mayo, só um em cada dez participantes com "obesidade do peso normal" tinha uma circunferência abdominal acima do indicado --o limite norte-americano, porém, é diferente do brasileiro .

Na pesquisa, o valor adotado foi de até 102 cm para homens e 88 cm para mulheres.
Tendência
Para Mancini, da Abeso, o estudo da Clínica Mayo aponta para uma direção comum a várias áreas: a busca por limites cada vez mais restritivos em indicadores de saúde.

Ele cita como exemplo a redução dos valores máximos de glicemia, de colesterol e de hipertensão -neste último, a recomendação é que pessoas com fatores de risco como diabetes busquem manter a pressão num índice ainda mais baixo do que 12 por 8.

"Esses limites estão sendo reduzidos porque, no fundo, não existem esses valores de corte.

No que diz respeito ao IMC, o limite é 25, mas sabe-se que quem tem 20 está melhor de saúde. A tendência é esses valores irem se modificando", afirma Mancini.
Além disso, as pessoas têm de atentar para o fato de que é o conjunto de indicadores que importa, e não só um, ressalta Daniel Magnoni, cardiologista do Hospital do Coração e diretor do Imen (Instituto de Metabolismo e Nutrição).

Assim como o IMC, o percentual de gordura corporal não pode ser adotado sozinho.
"Para quem quer prestar atenção na obesidade, as dicas são:
  • calcule o IMC,
  • observe se a barriga não está grande,
  • busque manter um estilo de vida saudável,
  • saiba quais são as doenças recorrentes na sua família e
  • analise as novidades sobre fatores de risco para saber quais o afetam.
Cada uma dessas coisas vai dar um viés diferente, e, por isso, tudo deve ser avaliado.


Não existe uma matemática ou um teste para a saúde.
fonte:16/01/2009 - Folha Online

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Vigorexia



A adicção ou dependência ao exercício, também chamada de Vigorexia ou Overtraining, em inglês, é um transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, com uma valorização praticamente religiosa (fanatismo) ou a tal ponto de exigir constantemente seu corpo sem importar com eventuais conseqüências ou contra-indicações, mesmo medicamente orientadas.


É bastante curioso observar como as patologias mentais ou, no mínimo, os sintomas mentais evoluem e se transformam ao longo do tempo ou entre as diversas culturas, mostrando-se sensíveis às mudanças sócio-culturais. Observa-se que a prevalência das Doenças Mentais está absolutamente associada a uma época determinada e a determinados valores culturais.

A Vigorexia está nascendo no seio de uma sociedade consumista, competitiva, frívola até certo ponto e onde o culto à imagem acaba adquirindo, praticamente, a categoria de religião. A Vigorexia e, em geral os Transtornos Alimentares exemplificam bem a influência sociocultural na incidência de alguns transtornos emocionais.

Vigorexia ou Síndrome de Adônis

A escravização que as pessoas das sociedades civilizadas se submetem aos padrões de beleza tem sido um dos fatores sócio-culturais associados ao incremento da incidência dos Transtornos Dismórficos, sejam Corporais (associados à Anorexia e Bulimia) ou Musculares (Vigorexia).

O habitual desejável ao ser humano moderno é estar moderadamente preocupado com seu corpo, sem que essa preocupação se converta numa obsessão. O ideal desejável e sadio não é o padrão imposto pelas revistas de beleza e pelos modelos publicitários mas sim, estar satisfeito consigo mesmo e aceitar-se como é. Mas quem, na adolescência não se sentiu complexado alguma vez, ao menos pelo tamanho de seu nariz? Quem não sofreu com a acne na puberdade?

Tais complexos acabam gerando insegurança social, podem agravar a introversão e timidez. A atitude mais habitual, apesar de inocente, é acreditar que a timidez e insegurança sociais seriam resolvidas caso a pessoa fosse bela, forte, um modelo de homem perfeito, um corpo escultural. Nasce aí a obsessão de beleza física e perfeição, os quais se convertem em autênticas doenças emocionais, acompanhadas de severa ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas (olhadas seguidas no espelho) e que conduzem ao chamado Transtorno Dismórfico Corporal.

O termo Dismorfia Corporal foi proposto em 1886 pelo italiano Morselli.
Freud descreveu o caso do "Homem Lobo", uma pessoa que, apesar de ter um excesso de pelos no corpo, centrava sua excessiva preocupação na forma e tamanho de seu nariz.
Ele o via horrível, proeminente e cheio de cicatrizes.

Embora exista um grande número de pessoas mais ou menos preocupadas com sua aparência, para ser diagnosticado Dismorfia, deve haver sofrimento significativo e uma reiterada obsessão com alguma parte do corpo que impeça uma vida normal.
Quando esse quadro todo se fixa na questão muscular, havendo uma busca obsessiva para uma silhueta perfeita, o transtorno se chamará Vigorexia ou Transtorno Dismórfico Muscular.

A busca de um corpo perfeito e musculoso a qualquer preço começa, então, a ser tratada como uma patologia.
A Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, é um transtorno emocional assim denominado pelo psiquiatra americano Harrison G. Pope da Faculdade de Medicina de Harvard, Massachusetts (veja a entrevista com Pope em Notícias PsiqWeb).

Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine, e constaram da observação de adictos à musculação, e comprovaram que entre mais de 9 milhões de norte-americanos que freqüentam regularmente academias de ginástica, cerca de um milhão poderia estar acometido por este transtorno emocional.
A Vigorexia, como vimos pode ser sinônimo de Dismorfia Muscular (ou Transtorno Dismórfico Muscular) e não é casualidade que o nome Vigorexia rime com Anorexia.

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As duas doenças promovem a distorção da imagem que os pacientes têm sobre si mesmos: os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os Vigoréxicos nunca se acham suficientemente musculosos.
Ambas podem ser consideradas como "patologias do narcisismo". Alguns autores já estão atribuindo o aparecimento da Vigorexia à moda e à um estilo de vida tipo "vigilante da praia".

Não se trata, simplesmente, de fazer exercícios para receber o diagnóstico de Vigorexia. Os exercícios orientados, com indicação médica ou terapêutica, recreativos e/ou de condicionamento continuam sendo muito bem vindos na medicina e na psiquiatria.

Entretanto, as pessoas que treinam exaustivamente, não apenas para se sentirem bem, mas para ficarem estupendos e perfeitos, são sérios candidatos ao diagnóstico de Vigorexia. Normalmente essas pessoas estão dispostas a manter uma dieta rigorosa, a tomar fármacos e a treinar duro para conseguir seu objetivo. Elas perdem a noção de sua própria corporeidade e nunca param ou ficam satisfeitos.

Os sintomas da Vigorexia se evidenciam pela obsessão em tornar-se musculosos. Essas pessoas olham-se constantemente no espelho e, apesar de musculosos, podem ver-se enfraquecidos ou distantes de seus ideais.
Sentirem-se assim "incompletos", faz com que eles invistam todas as horas possíveis em exercícios e ginásticas para aumentar sua musculatura.

Es difícil estabelecer limites entre um exercício saudável e um exercício obsessivo, mas é bom lembrar que os vigoréxicos, além da musculação continuada, comem de forma atípica e exagerada.
Esses pacientes se pesam várias vezes por dia e fazem continuadas comparações com outros companheiros de academia.
A doença vai derivando num quadro obsessivo-compulsivo, de tal forma que eles se sentem fracassados, abandonam suas atividades e se isolam em academias dia e noite.

Alguns vigoréxicos podem chegar a ingerir mais de 4.500 calorias diárias (o normal para uma pessoa é 2.500), e sempre acompanhado por numerosos e perigosos complementos vitamínicos, hormonais e anabolizantes.
Tudo isso é feito com o propósito de aumentar a massa muscular, mesmo tendo sido alertados quanto aos graves efeitos colaterais desse estilo de vida.


A Vigorexia deve ser considerada um transtorno da linhagem obsessivo-compulsiva, tanto pela obsessão em musculatura, pela compulsão aos exercícios e ingestão de substâncias que aumentam a massa muscular, quanto pela fragrante distorção do esquema corporal.

Todavia, apesar de ser clinicamente característica, a Vigorexia não está ainda incluída nas classificações tradicionais de transtornos mentais (CID.10 e DSM.IV), embora possa ser considerada uma espécie de Dismorfia Corporal, já que também é conhecida com o nome de Dismorfia Muscular.

Personalidade da Vigorexia

Podemos encontrar, entre portadores de Vigorexia, pessoas que só buscam a figura perfeita, influenciadas por modelos culturais atuais, ou esportistas que querem obsessivamente chegar a ser os melhores, exigindo insensatamente de seu organismo até sua meta ser alcançada. Recentemente temos visto também, entre os vigoréxicos, pessoas portadoras de personalidade introvertida, cuja timidez ou retraimento social favorecem uma busca do corpo perfeito como compensação aos sentimentos de inferioridade.

Estas pessoas possuem alguns traços característicos de personalidade, costumam ter baixa autoestima e muitas dificuldades para integrar-se socialmente, costumam ser introvertidas e podem, com freqüência, rejeitar ou aceitar com sofrimento a própria imagem corporal. Em alguns casos, a obsessão com o próprio corpo se parece muito com o mesmo fenômeno observado na anorexia nervosa.

O fisiculturismo é um dos esportes que mais comumente se relaciona com este tipo de transtorno, mas isso não significa que todos fisiculturistas tenham Vigorexia. Os vigoréxicos praticam seus esportes e ginásticas sem levar em conta ou sem se importarem com as condições climáticas, condições físicas limitadoras ou mesmo inadequações circunstanciais do dia-a-dia, chegando a sentirem-se incomodados ou culpados quando não podem realizar essas atividades.

Os critérios de diagnóstico para a Vigorexia ainda não estão claramente estabelecidos por tratar-se de um transtorno tornado freqüente mais recentemente, possivelmente depois da última edição do CID.10 e DSM.IV, portanto, ainda não reconhecido como um uma doença clássica e característica pelas classificações internacionais.

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Conseqüências da Vigorexia

Uma das conseqüências da vigorexia ou overtraining, dizem respeito ao excesso de treinamento e às reações corporais que avisam, por assim dizer, que algo está errado. São reações semelhantes ao estresse tais como: insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante, dificuldade de concentração entre outras.

Além da obsessão com o corpo perfeito, a Vigorexia também produz uma importante mudança nos hábitos e atitudes dos pacientes, notadamente na questão alimentar.
Até a mínima caloria ingerida será contabilizada e medida com máxima atenção, pois a beleza corporal dependerá disso.
A vida do anoréxico gira em torno dos cuidados com seu corpo, sua dieta é minuciosamente regulada, eliminando-se totalmente as gorduras e, ao contrário, consumindo-se excessivamente as proteínas. Esse desequilíbrio alimentar acaba por sobrecarregar o fígado, obrigando-o a desempenhar um trabalho extra.

A Vigorexia causa problemas físicos e estéticos, como por exemplo, a desproporção displásica, também entre o corpo e cabeça, problemas ósseos e articulares devido ao peso excessivo, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.

A situação se agrava quando surge o consumo de esteróides e anabolizantes com o fim de conseguir "melhores resultados". O consumo destas sustâncias aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.

Emocionalmente, segundo estudos de Pope, a Vigorexia pode ter como conseqüência um quadro de Transtorno Obsessivo-conpulsivo, fazendo com que os pacientes se sintam fracassados e abandonem suas atividades sociais, inclusive de trabalho, com o propósito de treinar e exercitar-se sem descanso.

Costuma haver algum grau significativo de comprometimento social e/ou ocupacional nos pacientes portadores de Vigorexia, e sua qualidade de vida pode ser agravada ainda por procedimentos potencialmente iatrogênicos e onerosos, como tratamentos cirúrgicos e dermatológicos desnecessários.

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Sintomas e Patologia da Vigorexia

Psiquiatricamente o quadro mais diretamente associado à Vigorexia é a chamada Dismorfia Muscular (ou Transtorno Dismórfico Muscular), uma patologia psíquica das pessoas excessivamente preocupadas com a própria aparência, constantemente insatisfeitas com seus músculos e continuadamente em obsessiva busca da perfeição.
O sintoma central parece ser uma distorção na percepção do próprio corpo e deste sintoma decorrem os demais, como por exemplo, a obsessão pelos exercícios e dietas especiais. Esse tipo de sintoma básico (percepção distorcida do próprio corpo) também é o sintoma principal dos transtornos alimentares.

Mangweth e cols, compararam 27 homens com diagnóstico de transtorno alimentar (sendo 17 com anorexia nervosa e 10 com bulimia nervosa), com 21 atletas masculinos e 21 homens normais não-atletas, usando um teste computadorizado da imagem do corpo, o
"matrix somatomorphic". Quando era pedido para todos eles escolherem o corpo ideal que gostariam de ter, os homens com transtornos alimentares selecionaram uma imagem com a gordura de corpo muito próxima àquela escolhida pelos homens atletas e do grupo de controle.

Entretanto, havia grande diferença entre esses grupos quanto à percepção da imagem corporal, principalmente no tanto de gordura que a pessoa acredita ter. Os homens com transtornos alimentares se percebiam ser quase duas vezes mais gordos que realmente eram, e as pessoas do grupo controle não mostraram nenhuma tal distorção. Estes resultados foram muito semelhantes aos estudos realizados com mulheres portadoras de anorexia e bulimia, as quais também mostram uma percepção anormal da gordura corporal.

Há, nos vigoréxicos, uma inclinação patológica para o que se considera o protótipo do homem moderno, supostamente (e erroneamente, segundo pesquisa de Pope) desejável pelas mulheres.
Há uma busca obsessiva em se tornar o modelo de homem, com um corpo fibroso, definido, musculoso, e devidamente glorificado pela televisão, pelo cinema, pelas revistas e passarelas de moda.
A Vigorexia representa bem a sociedade onde "uma imagem vale mais que mil palavras", tornando os homens obcecados por seus corpos perfeitos.

A mesma preocupação e distorção com o esquema corporal constatado na Anorexia observa-se na Vigorexia.

Na Anorexia as pacientes - geralmente mulher - acham-se ainda gordas, apensar de notavelmente magras e, na Vigorexia, acham-se fracas, apesar de notavelmente musculosas.

O problema é mais comum ter início na adolescência, período onde, naturalmente, as pessoas tendem a ser insatisfeitas com o próprio corpo e se submetem exageradamente aos ditames da cultura.
Na adolescência existe uma pressão para as meninas se manterem magras e uma cobrança para que os meninos fiquem fortes e musculosos.
A importância da identificação da Vigorexia precocemente, é no sentido de evitar que os adolescentes façam uso de drogas para obter os resultados desejados (ou fantasiados).

A Dismorfia Muscular é uma espécie de subdivisão de um quadro mais abrangente chamado de Transtorno Dismórfico Corporal, definido como uma preocupação com algum defeito imaginário na aparência física numa pessoa com aparência normal A Dismorfia Muscular seria uma alteração na percepção do esquema corporal, específica da estética muscular do corpo e não um defeito na percepção corporal imaginário qualquer.
Os quadros mais comuns no Transtorno Dismórfico envolvem, principalmente, preocupações com defeitos faciais ou outras partes do corpo, cheiro corporal e aspectos da aparência. Quando diz respeito à visão distorcida e irreal da estética muscular falamos em Dismorfia Muscular.

O DSM.IV diz que a característica essencial do Transtorno Dismórfico Corporal (historicamente conhecido como Dismorfofobia) é uma preocupação com um defeito na aparência, sendo este defeito imaginado ou, se uma ligeira anomalia física está realmente presente, a preocupação do indivíduo é acentuadamente excessiva e desproporcional.

A paranóia do espelho

Veja os perigos a que se expõe quem passa dos limites na busca da boa forma




Stefan



Sedentário

Sedentário, eu?
Com a popularização do uso da internet, acrescentou-se um novo fator de risco à saúde dos adolescentes:
o hábito de passar horas no computador, com postura relaxada.
Se não tomar cuidado, o jovem estará plantando aí as sementes das dores do futuro.
Sentar-se de forma incorreta pode causar dores e desvios de coluna, além de tendinite inflamação dos tendões causada principalmente pela utilização repetida do mouse.
Deve-se ainda fazer intervalos a cada quarenta minutos diante do monitor, para evitar problemas como a vista cansada e a miopia.
O computador não é o único vilão nessa história.
Os males do sedentarismo, vale lembrar, começam com a alimentação deficiente.
Por exemplo: ao trocar verduras e derivados de leite pelo apelo dos salgadinhos e hambúrgueres, o adolescente pode prejudicar o desenvolvimento dos ossos.

"A boa nutrição nessa fase da vida ajudará a prevenir doenças como a osteoporose no futuro", diz o reumatologista José Goldenberg, da Universidade Federal de São Paulo.








Você é Sedentário?


Comparando o sedentário com um atleta o sedentário tem os seguintes problemas :

  • Atrofia muscular , inclusive do músculo cardíaco
  • Redução da função das enzimas musculares
  • Redução da capacidade pulmonar
  • Aproveitamento energético deficiente.

Recomendações que valem Ouro


Musculação. Idade para Começar a malhar?

Até alguns anos atrás, o adolescente praticava esporte na rua, na escola, no clube ou na área de lazer do condomínio.
Era crime uma "criança" praticar musculação sob as mais variados pretextos: prejudica o desenvolvimento, perda de massa óssea, não desenvolve estatura total e por aí vai.

A constante influência da mídia e da própria sociedade, que valoriza o corpo perfeito ao invés do corpo saudável, está entre os motivos que leva crianças e adolescentes a aderirem, cada vez mais cedo, à prática da musculação.
É comum ver crianças e adolescentes obcecados por corpos fortes e bonitos sem avaliar as conseqüências da prática da atividade sem acompanhamento de um profissional especializado.


Não há idade certa para aderir à musculação
e, com os cuidados necessários, pode-se iniciar até mesmo na infância, desde que, precedido de avaliação médica, com cardiologista e pediatra, além de um bom acompanhamento de profissional de educação física.
Os benefícios com a prática da musculação são muitos, porém, o treinamento de força não deve enfatizar o levantamento de cargas excessivas, mas sim reforçar a correta realização técnica do movimento.
Dentre os principais benefícios da atividade em crianças e adolescentes estão o aumento da força muscular, potência e resistência muscular localizada e diminuição de lesões nos esportes e nas atividades recreativas.

Estudos científicos apontam também efeitos benéficos na densidade mineral óssea de crianças, evitando o surgimento posterior de doenças, como a osteoporose, por exemplo.
A musculação precoce e mal conduzida pode afetar os joelhos, machucando as cartilagens articulares (condromalácia) e provocar tendinites (inflamações nos tendões) e osteocondrites (arrancamentos parciais de inserção do tendão patelar na tíbia).
Além disso, podem ocorrer ainda, danos como a ruptura do tendão patelar, lesões meniscais e ligamentares na coluna e em outras articulações.
O acompanhamento de um profissional habilitado para a orientação e monitoramento das atividades é fundamental para evitar riscos aliados ao treino sem orientação.

A ciência provou que não bem assim, basta ter bom acompanhamento profissional (médico, professor e outros) e trabalho adequado que é possível praticar a atividade.


Cada vez mais, no entanto, o público dessa faixa etária vem se deixando seduzir pelas academias.
Na vida de muitos meninos e meninas, freqüentar esses lugares virou atividade corriqueira.
Academias já oferecem, inclusive, programas específicos para eles.
Os especialistas julgam que esse cultivo do corpo é positivo, porque se trata de um contraponto a práticas como a alimentação à base de fast food e o hábito de gastar horas diante do computador.

Mas os jovens devem ficar atentos aos riscos a que estão expostos.
Como seu corpo e sua identidade estão em formação, o adolescente é naturalmente inseguro com a aparência.
E a comparação com os físicos malhados ao redor em geral de adultos que já completaram o desenvolvimento do corpo pode aumentar suas angústias.
Os garotos querem ficar tão musculosos quanto os veteranos do local. As garotas almejam ter a silhueta esbelta das mulheres.
Quando viram obsessão, esses desejos prejudicam a saúde, causam transtornos psíquicos e até levam ao caminho das drogas .

Os jovens estão freqüentando a academia cada vez mais cedo. No caso dos garotos, o chamariz é a musculação.
Embora se recomende que esse público dê preferência a esportes como o vôlei e a natação, o exercício de levantar pesos pode ter efeito benéfico, se bem orientado.

O paulistano Neto, de 12 anos: ele faz musculação para melhorar a postura, sob a supervisão de um professor

O estudante paulistano Octacílio Costa Neto, de 12 anos, é um exemplo.
Ele pratica musculação há cinco meses, sob a supervisão de um professor, para corrigir sua postura. "Já sinto a diferença", diz Neto.

Mas a musculação na adolescência deve ser vista com cautela.
Quando observam os mais crescidos pegarem pesado nos halteres, muitos tendem a imitá-los e isso pode ter conseqüências graves.
A prática precoce pode prejudicar o crescimento do adolescente. "Há riscos de lesões e de atrofia dos músculos", diz o professor de educação física Mauro Celio do Carmo, da academia paulistana Fórmula.

Fonte: dr.Joaquim Reichmann/ prof, Mauro Celio do Carmo









Qual seu objetivo com a prática da musculação?