Mostrando postagens com marcador SAÚDE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SAÚDE. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de julho de 2017

Treino Aeróbio antes ou depois da Musculação

Antigas questões persistem... 

Treino aeróbio antes ou depois da Musculação?

Se o objetivo for emagrecimento, a realização do treino aeróbio é melhor após a musculação, pois após trinta ou quarenta minutos puxando pesos a quantidade de glicogênio estocado nos músculos reduz. 
Assim, há maior solicitação de gordura corporal para a manutenção do esforço durante a caminhada e/ou corrida.
No entanto, se o seu objetivo é hipertrofia muscular, o treino aeróbio deve ser realizado com cautela, pois há relatos na literatura científica de que uma quantidade excessiva de treino aeróbio competiria negativamente com o aumento de massa muscular.

Neste caso, a realização de treino aeróbio antes da musculação poderia reduzir os estoques de glicogênio, estes muito requisitados no treino de força.
Para quem treina visando à hipertrofia muscular, o recomendável é a realização de exercícios aeróbios em pequena quantidade por sessão de treino e pouca frequência semanal.

Para uma periodização adequada é recomendável o acompanhamento de um profissional de educação física devidamente habilitado e registrado em seu conselho profissional, pois somente com a prescrição e orientação individualizada você poderá obter sucesso em seus objetivos.
Caso você não possua metas pré-definidas e tenha no exercício aeróbio o seu principal objetivo, ele poderá ser realizado no início da sessão de musculação. Depois, você realiza o treino de força visando à resistência muscular ou outro tipo de condicionamento.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Musculação pode contribuir para saúde cerebral

Atividades de força regularmente pode ajudar a proteger o cérebro da demência associada ao envelhecimento


Ou seja a prática regular de musculação  pode ajudar a proteger o seu cérebro da demência. 
Pelo menos é o que sugere um estudo finlandês publicado na revista European Geriatric Medicine.
Segundo as conclusões de um estudo realizado por um grupo de pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental, ser mais forte na parte superior e inferior do corpo está ligado a uma  melhor função cognitiva em adultos idosos.
É muito importante manter o cérebro saudável durante o envelhecimento e vários estudos sugerem os benefícios do exercício. 
De acordo com o jornal Daily Mail, para este estudo, os cientistas compararam 338 homens e mulheres com uma idade média de 66 anos. 
A força muscular mostrou ter uma ligação com a saúde cerebral.
A doença de Alzheimer, a causa mais comum de demência, é conhecida por ser uma das principais causas de morte nos Estados Unidos.
Ela também se caracteriza clinicamente por um declínio progressivo da memória, bem como de outras capacidades cognitivas (processos e capacidades mentais também relacionados com a aprendizagem, o pensamento, o raciocínio, entre outros). 
Portanto, a deterioração significativa desta capacidade cerebral pode levar à demência.
No entanto, a doença também está associada a vários aspectos não relacionados com elementos da função cognitiva, incluindo, por exemplo, o comprometimento do olfato e da função motora.
De fato, a fragilidade física também é comum entre os idosos e os estudos têm relacionado este problema com um maior risco de desenvolvimento do Alzheimer e também com outros indicadores da patologia da doença. 
Alguns dos vários índices utilizados para definir a fragilidade física incluem a velocidade da caminhada, a composição corporal, os níveis de fadiga e a força muscular.
Dr. David Bennett
O Dr. David Bennett, um pesquisador da Rush University reconhecido internacionalmente por seus estudos devotados à doença de Alzheimer, afirma que há relação entre a força muscular e o declínio da função cognitiva.
De acordo com as suas afirmações, vários estudos têm demonstrado que existe uma relação entre a falta de força muscular e o declínio cognitivo que leva ao alzheimer, mas que tal relação deve ser interpretada com cautela.
“A força muscular, ou a falta desta, não é provavelmente a causa do declínio dos processos mentais que levam à demência,” explicou. “É mais provável que exista outro mecanismo fisiopatológico que não pode ser mitigado ou invertido com a prática da musculação, e que leva tanto à perda da força muscular como da capacidade cognitiva, que levam eventualmente ao mal de Alzheimer.”
No entanto, o médico também destacou a importância de um estilo de vida saudável, que inclua a prática de atividade física no dia-a-dia.
“As pessoas não devem ser desencorajadas de praticar a musculação, pois há muitos outros benefícios importantes para a saúde associados a esta atividade física,” notou o professor, que completou dizendo que, “um estilo de vida saudável, caracterizado pela prática regular do exercício físico, pode não necessariamente agir diretamente sobre a doença de Alzheimer, mas de forma indireta pode oferecer uma proteção muito poderosa contra diversos males como, por exemplo, a obesidade, a diabetes, a alta pressão arterial, ou contra as enfermidades associadas com o declínio cognitivo, bem como no que diz respeito às doenças relacionadas com a demência, tais como o Alzheimer.”

Na verdade, o hábito de praticar atividade física diariamente o quanto antes pode ser a nossa melhor defesa contra males diversos.
Benefícios da musculação para idosos
Se você ainda não está convencido de como a musculação para idosos vale a pena, listamos mais alguns dos benefícios. Confira:
Mais autonomia
Como já dito, a principal vantagem da musculação na terceira idade é a autonomia para seguir uma vida independente. Fortalecendo a musculatura, o idoso fica menos suscetível a quedas, que comumente ocasionam a quebra de um osso.
Ossos fortalecidos
Falando em ossos quebrados, os exercícios de musculação aumentam a densidade óssea. Ou seja, o idoso que trabalha os músculos tem menos chance de desenvolver osteoporose, evitando fraturas.
Menos dores
Sabe aquelas dores na coluna ou nos joelhos, das quais os idosos vivem se queixando? A musculação comprovadamente ajuda a combater dores em articulações e ainda melhora a postura corporal.
Menos gordura
Manter uma rotina regular de exercícios ajuda a reduzir a gordura corporal e, portanto, as doenças relacionadas a ela. Isso também colabora para perder peso e levar uma vida mais confortável.
Melhor sono
Todo mundo faz questão de uma noite de sono tranquila. É fato que quem pratica exercícios dorme mais rápido, mais profundamente e com menos interrupções. Ou seja, tem um sono de maior qualidade.
Bem-estar mental
Não há como dissociar os fatores anteriores do bem-estar psicológico. 
Além de aumentar os níveis de serotonina no corpo, melhorando o humor e prevenindo a depressão, a manutenção da autonomia de um idoso no seu dia a dia tem influência inequívoca na autoestima e na qualidade de vida.
Cada vez mais especialistas demonstram a importância da musculação para essa parcela crescente da população.
Busca pela qualidade de vida é contínua no decorrer do desenvolvimento humano.
A musculação mostra se como uma ferramenta valiosa para atingir esse objetivo.

Bons Treinos!!!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Musculação fortalece função cardíaca e auxilia no controle do colesterol

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Necrose Óssea

O que é a necrose óssea ? Como se manter longe dela?

A necrose óssea ou avascular é a morte do tecido ósseo devido a uma falta de suprimento sanguíneo. 

Também chamada osteonecrose, pode levar a pequenas rachaduras e eventual colapso do osso.

Consumo exagerado de álcool e excesso de colesterol no sangue estão entre os fatores que reduzem a circulação sanguínea no osso e podem causar a morte.
Definição
A necrose óssea ou avascular é a morte do tecido ósseo devido a uma falta de suprimento sanguíneo. Também chamada osteonecrose, pode levar a pequenas rachaduras e eventual colapso do osso.  O fluxo sanguíneo para uma parte do osso pode ser interrompido se o osso é fraturado ou a articulação fica deslocada (luxada). A necrose avascular também está associada com o uso a longo prazo de doses elevadas de medicamentos esteroides e consumo excessivo de álcool. Qualquer um pode ser afetado pela necrose avascular. No entanto, é mais comum em pessoas entre as idades de 30 e 60anos.

sábado, 3 de maio de 2014

Pilates com frequencímetro ajuda na perda de peso e ainda previne lesões


Aparelho ajuda a orientar o treinamento de acordo com cada objetivo, além de ajudar a evitar a fadiga e melhorar a resposta do treino.

O frequencímetro é muito utilizado no Pilates. Isso porque o aparelho ajuda a controlar melhor o desempenho do aluno, além de facilitar, inclusive, no processo de emagrecimento. “O foco principal da nossa técnica é desenvolver as capacidades físicas como força, resistência e flexibilidade.”, explica Roberto Soares, instrutor e Professor de Pós-Graduação em Pilates da UniDumont/Cinesio Cursos.

O grande diferencial deste método é que ele utiliza movimentos biomecânicos eficientes, controla a intensidade da intervenção por meio do controle contínuo da frequência cardíaca e controla as diversas formas de intervenções. “Com isso, temos uma garantia de alcançar um determinado objetivo a um prazo mais curto com movimentos mais seguros.”, explica Soares.

Frequencímetro é indicado para alunos que almejam melhorar qualidade de vida

Por ser feito com esse acompanhamento, ele ainda previne lesões e ajuda a melhorar a postura. “Os alunos ficam extremamente satisfeitos, pois com esse método eles fazem Pilates de forma eficiente, sem se cansar e ainda atingem rapidamente os objetivos propostos pela avaliação e prescrição mensais”, conta Thatyana Mota, da Cinesios Cursos.

Para pessoas acima do peso, a atividade é ideal. “O uso do frequencímetro vai muito além da frequência cardíaca. O melhor de tudo é que ele ajuda a prevenir lesões, desalinhos posturais e outras complicações, pois antes mesmo dos sinais serem visíveis a olho nu, o monitor já mostra que isso pode acontecer pela oscilação da frequência”, explica Thatyana.

Além de prevenir lesões, o exercício é indicado também para ajudar a melhorar as que já existem. “Essa abordagem adota movimentos anátomo-funcionais, que são biomecanicamente corretos, com engramas neuromotores pré-estabelecidos. Então, se eu faço um movimento correto, há uma maior relação neuromuscular e proprioceptiva. Em casos de lesões, os praticantes serão beneficiados com uma melhora ainda mais rápida. E os que não têm lesões serão igualmente beneficiados na prevenção.”, afirma Dr. Roberto.

E assim como em qualquer atividade física, se for feita de maneira correta, o gasto calórico também é considerável. “Como qualquer atividade física, os exercícios de pilates gastam energia em forma de calorias. Essas calorias normalmente são oriundas da gordura em sua maior quantidade, e do próprio músculo em forma de glicogênio muscular, em uma menor quantidade. Então, tudo dependerá do controle da intensidade da aula, ou seja, uma aula que mostra ter uma média de frequência cardíaca entre 65% e 75%, pode gerar emagrecimento”, complementa o instrutor.

Por Jornalismo Portal EF

terça-feira, 29 de abril de 2014

Malhação depois dos 60 Malhação depois dos 60



Chegar aos 60, 70, 80 anos e deixar muitos jovens com inveja quando o assunto é disposição já é um fato presente na vida de muitos idosos de hoje em dia.
Eles praticam diversas modalidades de exercícios físicos, prezam por sua saúde e bem-estar, estão sempre dispostos, não querem saber de ficar em casa vendo a vida passar e desfilam por aí com seu “corpão sarado”. Aos 65 anos, a médica Regina Funes Bastos reconhece que precisa da atividade física para se sentir bem. “Sempre fiz exercícios. Aos 5 anos eu já fazia balé clássico, foram 13 anos dançando, hoje faço musculação e treino funcional três vezes na semana”, conta.

A equipe do diário web conversou com Regina Fune Bastos e acompanhou sua rotina. Regina é o tipo de pessoa que esbanja disposição. Agitada, determinada e super vaidosa, ela gosta e sabe que deve cuidar bem do corpo, da pele, da alimentação e da mente. “Desde pequena fui educada a comer bem, de maneira saudável, então não tenho nenhuma dificuldade. Sou vaidosa e gosto de me cuidar e de me sentir bonita, meu marido aprova e diz que eu mantenho o mesmo corpo, senão melhor, do que quando nos casamos”, diz.

Educadora física e uma das diretoras de uma clínica esportiva em Rio Preto, Beatriz Ferreira Silveira acompanha Regina há quase 12 anos. “A Regina não têm limites. Ela faz treinos impressionantes. Tem muita menina de 20 anos que não dá conta de fazer metade do que ela faz. Sempre foi assim. Ela gosta, se sente bem, é focada e faz com tanta determinação que não tem como não ficar orgulhosa de ver o exemplo que ela é. Na caneleira de glúteo ela pega em torno de 14 quilos em cada perna.”

Beatriz explica que o número de pessoas como Regina cresce a cada dia nas academias de ginástica, mas que antes de começar a treinar é preciso fazer uma avaliação física e médica. “Restrição existe em qualquer idade, por isso é necessário fazer avaliação física e avaliação médica para que o professor saiba o que pode e o que não pode fazer com aquele aluno. Mesmo que a pessoa tenha a limitação dela, de forma moderada é possível tornar a atividade física prazerosa e obter resultados satisfatórios.”

Para quem vive inventando desculpa para não se exercitar, Regina dá uma dica. “Comece! Assim que der o primeiro passo, vai gostar. Eu sou a maior incentivadora do exercício físico para a vida do ser humano. Tenho uma amiga que antes só reclamava, não gostava de fazer nada. Eu falei tanto com ela que ela resolveu vir. Hoje é outra pessoa, me agradece pela qualidade de vida e pelo corpo que conquistou. Agora adora malhar”, conta rindo.

Idade não é desculpa

Há 7 meses a empresária Ivone Furlan, 63 anos, começou a praticar pilates. “Faço 3 vezes na semana e posso dizer que está sendo um dos melhores períodos da minha melhor idade. O Pilates trabalha muito com a respiração, o equilíbrio, a mente, além de ser uma terapia que me ajudou em um período de estresse e depressão”, conta.

Ivone poderia muito bem desfilar tranquilamente pela clínica usando um top. Dona de uma barriga sequinha e de pernas torneadas, ela sabe que pode, mas já avisa: “Sou avó. Gosto de me sentir bem, de me cuidar e não tenho vergonha da minha idade.” E nem deve. Ivone pega pesado, se precisa viajar, quando volta faz uma aula atrás da outra, participa de todas as turmas e vai delineando seu corpo enquanto avalia os benefícios do exercício para sua vida. “É algo que eu quero continuar a fazer para sempre. É uma forma de se viver melhor, de bem com o corpo e com a mente. É ter qualidade de vida.”

A fisioterapeuta Rosiley Cosenza, proprietária de um estúdio de Pilates, em Rio Preto, explica que não tem restrições para se fazer Pilates, mas que é preciso procurar um profissional qualificado, que saiba como e o que faz. “As pessoas precisam ficar atentas a isso. O mercado está cheio de profissionais, porém, nem todos estão realmente aptos para atender com qualidade, e isso prejudica”, diz.

Ainda de acordo com a profissional, normalmente as pessoas chegam em sua clínica alegando problemas musculares, de coluna, articulações, etc, mas o que as faz continuar na prática do exercícios é o prazer que sente, o bem-estar, a melhora na saúde e a estética. “Pilates tonifica, além de trabalhar concentração, porque concentração é algo fundamental para se chegar no resultado final. Uma pessoa que fica levantando peso olhando para o lado, pensando em outra coisa, não terá resultado, ela está ali de corpo presente, mas não foca no que está fazendo, assim não terá resultado. Isso em qualquer idade.”

Um exemplo de determinação e foco é Ivone. “A Ivone torneou o corpo dela e continua em busca de resultado. Ela chegou reclamando de dor, hoje é uma outra pessoa. Sente prazer. Pega pesado, é determinada, foca em cada movimento que faz. E com isso está conquistando o corpo que quer”, diz Rosiley.

Definição do corpo

- Os especialistas garantem que para ter um corpo sarado não importa a idade, milagre não existe

- É preciso ser disciplinado com a alimentação e com a prática dos exercícios

- Buscar um profissional qualificado, paraque não se machuque e desista

- Saber que o corpo não vai mudar do dia para a noite. Assiduidade é um fator determinante para que o resultado venha

- Dar o primeiro passo é fundamental. Atividade física é uma coisa prazerosa, escolha a que mais combina com você

- Ter pessoas acima de 60 anos mostrando que isso é possível é algo que deve incentivar e motivar a todos



Matéria publicada pelo site Diário Web

domingo, 27 de abril de 2014

Dor nos joelhos: Saiba o que é e como prevenir a condromalácia patelar

O joelho é, sem dúvida, a articulação do corpo mais exigida durante o pedal e outras atividades cotidianas.
 Considerado o calcanhar de Aquiles de muitos atletas, é preciso sempre estar atento a dores
localizadas.
Elas possivelmente são indício de algum problema que, se não tratado prontamente, pode se tornar crônico devido ao esforço repetitivo.
 É o caso da condromalácia patelar, uma das lesões mais comuns em joelhos, principalmente de ciclitas.
O dr. Moisés Cohen, chefe do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Universidade Federal de São Paulo e diretor do Instituto Cohen de Ortopedia, Reabilitação e Medicina do Esporte, explica o que é e como prevenir o problema. 
Ilustração: Erika Onodera e Alexandre Affonso
O que é
A condromalácia ou condropatia patelar é uma lesão crônica e degenerativa que danifica a cartilagem articular da patela, comprometendo sua estrutura. 
Ela pode acometer desde a superfície até as camadas mais profundas, chegando até a exposição do osso subcondral (osso abaixo da cartilagem). 
Diagnóstico
A lesão é caracterizada por dor na região anterior do joelho, associada à crepitação (barulho no joelho) e/ou ao derrame articular — nos casos mais avançados, pode haver bloqueio da articulação.  
A partir do sintoma, deve-se fazer a avaliação clínica, com auxílio de ressonância, que detalha a localização, extensão e profundidade da lesão.
Causas
A sobrecarga de atividade física, o desequilíbrio muscular por falta de fortalecimento e alongamento, os desvios de eixo do membro inferior (joelhos para dentro ou joelho valgo) e a presença de alterações na anatomia normal do joelho são fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento da condromalácia patelar.

Tratamento
O tratamento, na maioria dos casos, é conservador.
 Indica-se fisioterapia especializada e um posterior trabalho de fortalecimento e alongamento muscular específico para o problema.
A intervenção cirúrgica só é necessária em casos avançados da lesão, nos quais não se obteve boa resposta com o tratamento conservador.
Prevenção
A prevenção deve ser feita com a identificação e correção — quando possível — dos fatores de risco.
Além disso, exercícios de fortalecimento e alongamento muscular, quando frequentes e direcionados, contribuem para evitar a lesão ou sua progressão — nesse caso, é fundamental que eles sejam orientados levando em conta os déficits encontrados na avaliação feita pelo fisioterapeuta.
Fortalecimento
Exercícios para o fortalecimento da musculatura abdominal e do quadril são muito importantes, pois auxiliam na estabilidade do tronco e da bacia, o que interfere diretamente na posição dos joelhos.
Assim, devem-se fortalecer glúteos, isquiotibiais (posteriores da coxa) e adutores, além dos abdominais e dos músculos ao redor da cintura.
Alongamento
Os exercícios de alongamento devem abranger todos os grupos musculares dos membros inferiores — flexores, extensores, adutores e abdutores — e de preferência ser feitos com orientação de um profissional.
Matéria publicada na revista VO2 Bike, edição 100

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Depressão e fibromialgia : qual a relação?




Por muito tempo pensou-se que a fibromialgia era uma doença psicossomática, isto é, que a dor muscular generalizada seria apenas uma maneira de um grande estresse mental se manifestar.

Vários autores defendiam que o paciente com fibromialgia apresentava uma depressão “mascarada” - sem manifestações clínicas típicas.

Com a evolução do conhecimento científico cresceu a evidência de que a dor da fibromialgia é real, e não apenas uma manifestação de uma depressão “mascarada”. Mesmo assim, muitos médicos e pacientes ainda pensam desta maneira. Um fato que ajudou a aumentar a confusão foi o uso comum de antidepressivos para pacientes com fibromialgia, levando à melhora de alguns dos sintomas da síndrome.

Por outro lado, sintomas depressivos são comuns na fibromialgia e, muitas vezes, pioram muito a qualidade de vida do paciente. Na verdade, estudos mostraram que 50 a 60% dos pacientes com fibromialgia apresentam, apresentavam ou apresentarão depressão. Estes estudos apontam para dois fatos: a depressão é comum na fibromialgia, mas nem todos os pacientes com fibromialgia apresentam depressão.

Toda a dor, além da sensação de que algo desagradável está acontecendo no corpo, traz uma resposta emocional na pessoa (desprazer). Numa síndrome de dor crônica como a fibromialgia esta resposta emocional tende a ser maior, mais persistente e mais difícil de tratar. Como num círculo vicioso, o estresse emocional aumenta a sensibilidade à dor, que aumenta a dor muscular, que aumenta a depressão, e assim por diante. De qualquer maneira, as evidências apontam para a dor como fator inicial e não para a depressão.

Porque antidepressivos são tão usados na fibromialgia?

Uma das medicações mais usadas é a amitriptilina, pois foi a primeira a ser testada na fibromialgia. Ela geralmente é usada numa dose que não trata a depressão (foco é a melhora do sono). Para ter uma ação antidepressiva a dose tem que ser mais alta do que a habitual. O médico e o paciente decidirão juntos se um aumento da dose é necessário ou se uma medicação alternativa deverá ser usada.

Existem vários antidepressivos no mercado, cada um com seu perfil de ação (para pessoas que têm insônia, para pessoas que sentem muito sono, para quem come demais quando está nervoso, para quem perde o apetite). A escolha pelo médico deverá sempre ser individualizada para cada paciente.
 

Estes remédios são seguros?

Um ponto que causa grande confusão, os antidepressivos não causam dependência física. Como toda medicação, os antidepressivos possuem efeitos colaterais, e o seu uso deve sempre ser acompanhado por um médico. Eles são vendidos com receita especial para haver um maior controle, mas eles são bastante diferentes dos “calmantes”, que geralmente têm ação de diminuir a ansiedade, sem ação antidepressiva e podem causar dependência física.

É um erro não identificar e não tratar corretamente a depressão, é uma doença comum, tratável e curável. Porém, quando associada à fibromialgia, deve-se ter em mente que só o tratamento da depressão não aliviará totalmente os sintomas. Todos os passos do tratamento, como exercício e analgésicos, devem ser seguidos. Tratar só a depressão ou só a dor é fazer um tratamento incompleto.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Vômitos e desmaios no treino podem indicar problemas de saúde

É absurdo pensar que tem que sofrer pra atingir objetivo”, diz fisiologista


Diz a sabedoria popular de que “tudo que é demais, sobra” e, infelizmente, temos visto cada vez mais atletas profissionais e amadores chegando na reta final das provas de atletismo passando muito mal, com vômitos e desmaios que demonstram o quanto exageraram na prática. “Não faz sentido preconizar esse tipo de situação. Passa por cima de valores que são mais importantes do que o próprio desempenho, que estão relacionados à preservação da saúde e da integridade física de cada um. É absurdo pensar que tem que sofrer para atingir o objetivo”, afirma dr. Turíbio Leite de Barros, fisiologista (drturibio.com).

Reação anormal


Tanto o vômito quanto os desmaios são indícios que o corpo dá de que algo não vai bem. Portanto, o atleta que chega a esse extremo coloca sua saúde em risco. Dr. Turíbio destaca que, por mais intensa e/ou prolongada que seja uma prova, é preciso ter noção dos próprios limites e tomar providências para evitar a perda excessiva de eletrólitos, a desidratação e a hipertermia.

Corredores, triatletas etc precisam cuidar da hidratação para que o corpo regule adequadamente sua temperatura durante a prova e, mais do que isso, precisa repor os sais minerais perdidos no suor. Por isso a equipe que atende o atleta – o profissional de educação física, a nutricionista etc – precisam ter uma estratégia adequada de reidratação.

Sinal de alerta


Dr Turíbio conta que o desmaio pode indicar uma série de situações, como um quadro agudo de desidratação e hipertermia e até um problema cardíaco ou vascular. “É uma síncope, uma perda da consciência que pode ter causas diferentes.” A náusea e o vômito também não são esperados no treinamento e demonstram o excesso de esforço e, quando frequentes, ainda podem trazer problemas como o enfraquecimento e até queda dos dentes, irritações no esôfago e no trato digestivo, entre outros.

“Hoje o treinador tem parâmetros que proporcionam estabelecer o limite de cada atleta com segurança. São testes de avaliação que te permitem fazer um diagnóstico da aptidão física e limites de cada um. Essas avaliações são o ponto de partida da responsabilidade do profissional”, destaca Dr. Turíbio.

O profissional de educação física deve observar os sinais que o organismo do atleta dá para saber se o treino não ultrapassou os limites. Dentre os sintomas do overtraining ou overrated temos:

-Agudos: evidentemente os que se manifestam quando o indivíduo tenta sobressair os limites da dor e do desconforto que são os sinais evidentes de excesso e que não devem ser desrespeitados. “O principal indicador é a dor e suportá-la não é absolutamente uma situação que o atleta possa concordar em aceitar. Não tem como superar a dor e passar por cima desse mecanismo de defesa”, diz Dr. Turibio.

-Crônicos: variados, são sinais que se manifestam de diversas maneiras, como prejuízo da qualidade do sono, problemas de apetite, recuperação mais lenta pós-exercício, etc. Nas mulheres, ainda tem irregularidades no ciclo menstrual e até suspensão da menstruação. “A alteração hormonal também acontece no homem, mas como ele não tem ciclo menstrual, só perceberia se ele fizesse um espermograma, porque aí ele constataria que sua fertilidade fica prejudicada pelo excesso de treino, ele reduz a vitalidade e o número de espermatozoides”, diz o fisiologista.

Vida em risco


A avaliação médica, embora não seja obrigatória, é sempre recomendada antes e até mesmo depois do início da prática esportiva, caso o atleta passe mal. O fisiologista diz que o exercício não mata ninguém, mas sim alguma doença não diagnosticada e que pode ter na atividade um gatilho que pode desencadear a morte. “Ninguém morre se não tiver uma doença que se manifestou a partir do exercício mais intenso, mas você pode causar um mal crônico para a saúde, acumular prejuízos que se tornam irreversíveis”, diz Dr. Turíbio.

A vida do praticante de atividade física pode ser colocada em risco, não apenas no caso das doenças pré-existentes e mal diagnosticadas, mas também pelo overtraining ou overrated, já que neste caso ultrapassa-se os limites do corpo e pode-se alcançar uma desidratação extrema e até dano cerebral por conta da temperatura extrema. “É difícil assegurar até onde não há riscos”, diz o fisiologista.

Desmaios e vômitos não são sinais de uso de substâncias ilegais, necessariamente, mas seu uso pode reduzir as defesas do organismo e as chances de se ultrapassar os limites do organismo.

Acessibilidade em academias: muito além do limite físico

Atividade física é um auxílio ao portador de deficiência, podendo melhorar sua mobilidade, autoestima e promover socialização.


A prática de atividades físicas e esportivas deve ser um direito de todos. O discurso é bem humano, mas, na prática, isso nem sempre acontece. Muitas vezes, o acesso às academias, estúdios e clubes não têm condições que facilitam a acessibilidade e mobilidade de portadores de deficiência. Segundo a advogada Joana Doin, sócia do escritório Joana Doin Consultoria Jurídica e especializada no segmento fitness, “as academias devem dispor de condições para atender pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida”.

Lei nº. 10.098/2000 estabelece regras de acessibilidade nos edifícios de uso coletivo

A regra é clara. As normas estabelecidas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), conforme NBR9050/04, não trata apenas do deficiente motor, mas também do auditivo e visual. Por isso, proprietários devem estabelecer critérios e parâmetros técnicos desde o projeto, construção, instalação e adaptação de seus espaços às condições de acessibilidade.

Acessibilidade x fiscalização


No entanto, Patricia Totaro, arquiteta titular da Patricia Totaro I Arquitetura de Resultados, afirma que grande parte dos profissionais de Educação Física se preocupa em adaptar seus espaços quando são visitados pela fiscalização. “É uma coisa que eu não entendo, pois já que estamos em um mercado ligado à saúde e ao bem estar, deveríamos ter uma maior preocupação com todos os seres humanos”, diz Patricia, afirmando que “as academias que são acessíveis a todos, e divulgam isso, ganham até pontos com os clientes, que se sentem mais conectados com a academia, pois se identificam com a iniciativa”.

Quando um projeto novo é concebido totalmente acessível, as soluções já estão integradas ao ambiente


Por isso fica muito mais barato do que uma reforma completa do local. “Essas intervenções podem ser muito simples ou muito complexas, dependendo da situação existente, então não é possível ter uma média do valor de uma obra, mas existem ferramentas básicas que melhoram o ambiente para esse público”, explica Patricia.

O mínimo para a acessibilidade


“Muitos clientes me perguntam por que devem se adaptar se não atendem cadeirantes. Porém, quando questionamos os fiscais e os órgãos reguladores neste sentido, a resposta é que mesmo não atendendo a deficientes, se é um lugar aberto ao público, todos devem conseguir circular”, explica Patricia. Segundo ela, não existe área mínima de academia ou tipo de estabelecimento que não esteja sujeito a ser adaptado.

O ideal é existir um vestiário masculino e um feminino, com chuveiros, vasos sanitários e pias adaptadas. Os itens podem ser colocados dentro dos vestiários comuns ou construídos a parte. Para o deficiente, é mais confortável estar em um banheiro exclusivo, por conta da movimentação limitada. Porém, quando instalações adaptadas fazem parte do vestiário comum, elas podem ser usadas por não deficientes. Ao contrário das vagas de estacionamento, as instalações sanitárias não são de uso exclusivo do deficiente. Elas podem ser usadas por qualquer um, o deficiente somente tem preferência. Vale lembrar também que a circulação tem dimensões mínimas. Não adianta fazer um vestiário adaptado se o cadeirante não consegue ir até ele. Para andar em linha reta, a passagem mínima para a cadeira de rodas é de 90cm, sendo que para fazer uma curva de 90 graus, é necessário um espaço de 1,20m, e para uma curva de 180 graus, é necessário no mínimo 1,50m.

Já no caso da rampa de acesso, há uma tabela de inclinação versus desnível a ser vencida. Essa inclinação varia de 5% a 8,33%, sendo aceita em casos que eles chamam de excepcionais, se comprovado que não há outra solução. Rampas com inclinação de 10% são para desníveis de no máximo 20 cm. Para desníveis grandes, em geral, é inviável colocar uma rampa, pela área que a mesma ocupa. Nesse caso, parte-se para plataforma para desníveis até 4 m de altura, e por fim, para o elevador. Não é obrigatório deixar o elevador livre para o uso de todos, sendo sujeito somente para pessoas com dificuldade de locomoção.

Aos espaços com piscinas, exige-se que o piso no entorno das mesmas não tenham superfície escorregadia ou excessivamente abrasiva, além das bordas e degraus de acesso à água que devem ter acabamento arredondado. Qualquer acesso à água deve ser garantido através de degraus, rampas submersas, bancos ou equipamentos de transferência.

Os balcões de atendimento também devem ser adaptados, e devem ter uma parte mais baixa, com espaço para as pernas do cadeirante. Além disso, deve ser prevista uma porta ou portinhola de acesso, pois a catraca é impeditiva. No caso da vaga de estacionamento, deve haver alguma destinada exclusivamente ao deficiente. Já para deficientes visuais, indicações em braile e piso tátil são fundamentais.

O profissional de Educação Física e o aluno deficiente físico


Além dos equipamentos, que devem ser mais práticos e funcionais para possibilitar o fácil acesso com segurança e aumentar a motivação da pessoa com deficiência, o profissional de Educação Física deve estar preparado para lidar com esse público. A atividade física melhora as capacidades físicas, postura, mobilidade e independência da pessoa com deficiência física, porém com um bom atendimento é possível melhorar autoestima, autonomia e qualidade de vida desse aluno.

Uma pesquisa realizada pela ONG - Deficiente Saudável, afirma que em algum momento da vida 10% da população terá algum tipo de deficiência, seja permanente ou provisória (o aluno da academia pode quebrar a perna e continuar a praticar exercícios para os membros superiores, por exemplo). A pessoa que sofre um acidente e perde permanentemente o movimento, tende a sofrer depressão, o que atrapalha o processo de fisioterapia e de volta às atividades de trabalho ou estudo. “A atividade física é um aliado incrível para melhorar a autoestima destas pessoas e consequentemente a saúde como um todo. Vamos tentar quebrar esse preconceito de não atender aos deficientes”, incentiva Patricia.

A prática da atividade deve ser realizada com acompanhamento adequado e com o auxílio de profissionais habilitados

“Nesses casos, além da estrutura, deve-se observar com mais cuidado a exigência de exame médico e acompanhamento do profissional de Educação Física. Deve-se exigir autorização médica para os exercícios, que indicará ao professor os cuidados a serem tomados e quais exercícios devem ser evitados”, explica Joana, acrescentando que “é importante frisar ao aluno que essa atividade não substitui a fisioterapia, quando haja indicação médica para tal. Há casos que é recomendável o contato entre o professor e fisioterapeuta do aluno, para que estes consigam realizar um trabalho complementar”.

Para Artur Hashimoto, treinador consultor do Core 360º, algumas universidades conseguem preparar o profissional para atender esse público, porém, é necessário sempre estar atualizado para um melhor desempenho com esses alunos. “No meu caso, para algumas deficiências como, deficiência visual e Síndrome de Down, eu tive o preparo adequado na minha graduação. Todo professor de educação física deveria doar dois dias da semana (1h hora por dia) para treinar pelo menos uma pessoa com deficiência”, opina Artur. “Para mim, o maior retorno é saber que com algumas ações simples, podemos entregar ao cadeirante mais autonomia”, conta. Este é um nicho que já é explorado por certas academias no país, as quais ampliaram o número de possíveis usuários, e assim, aumentaram as possibilidades de trabalho dos profissionais de Educação Física.

Por Jornalismo Portal EF

Qual seu objetivo com a prática da musculação?